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Filme "Caso Pizzolato: uma questão de Justiça"

Cinema - Rio de Janeiro, RJ

Henrique Pizzolato é arquiteto de formação, bancário de profissão e militante político histórico por opção e paixão. Havia chegado ao auge de sua carreira no Banco do Brasil em 2003, no início do primeiro Governo Lula, quando em virtude da sua trajetória profissional no BB foi nomeado Diretor de Marketing da instituição. Pouco tempo depois, porém, acabou sendo uma das primeiras e principais vítimas de uma onda de “macartismo-tupiniquim” que passou a se intensificar no país a partir da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, escândalo judicial, policial e midiático que ficou conhecido no Brasil como o caso “Mensalão”. 

O objetivo deste documentário é aprofundar sobre os detalhes e as circunstâncias específicas dessa história na vida pessoal de Pizzolato e sua família: os sucessivos julgamentos, condenações, perseguições e as prisões sofridas por Henrique (com reflexos devastadores para a sua família também) ao longo destes últimos 15 anos. 

O filme se concentrará na história do ex-diretor do BB que, entre os anos de 2013-2014, se tornou o homem mais procurado do Brasil. Condenado a doze anos e sete meses de prisão pela AP 470, virou um dos principais protagonistas do caso, ganhando fama internacional como o único dos condenados a tentar buscar justiça for a do país, na Itália, país de sua segunda cidadania. 

Após anos dessa tenebrosa perseguição, munido de farta documentação e, sobretudo, em defesa da sua honra, Pizzolato aceitou participar deste doc e se dispôs a abrir não apenas seu coração, mas compartilhar com a equipe do filme uma série de documentos oficiais que vem reunindo ao longo dessa década e meia, de modo a fundamentar e lastrear a sua versão da história - desconhecida pela maior parte da opinião pública. Nada como o tempo para restabelecer a verdade...

Iniciando a narrativa no turbilhão do famigerado “Caso Mensalão”, o documentário volta algumas décadas no tempo para relembrar a história de Henrique desde a sua infância na pequena Concórdia, em Santa Catarina, passando pela sua trajetória profissional e também como sindicalista, até o momento em que não aceitou a pena de prisão que lhe foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

Assumindo um tom investigativo, utilizando farto material de arquivo, e contando com entrevistas inéditas junto a alguns dos principais envolvidos e implicados nesta trama, o filme desconstrói muitas das versões oficiais e oficiosas sobre o caso, reconstituindo sua fuga cinematográfica para a Europa e analisando as graves falhas de todo o processo judicial. 

Será possível, após assistir este documentário, ainda afirmar que o Poder Judiciário é independente e imune ao clamor público - não raro muito mais sedento por expiação, vingança e punição do que por uma isenta e real execução de Justiça? Qual o papel também da grande mídia no resultado final de processos emblemáticos como o de Pizzolato? Quais as implicações e repercussões na vida de uma pessoa pré-julgada, estigmatizada, presa e perseguida por anos a fio - junto a sua família? O filme pretende investigar estas questões. 

Dezoito anos depois de momento crucial de inflexão na vida do país e também na trajetória pessoal de Pizzolato, ainda vivemos tempos vertiginosos no cenário político nacional. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário continuam a se atropelar e disputar o protagonismo na arena política. Fundamental para o funcionamento das instituições, o Poder Judiciário volta a ser acusado de se deixar contaminar por questões político-partidárias e até eleitorais, no lugar de julgar com isenção, serenidade e exatidão - nos termos da Lei. 

Os desdobramentos de uma possível falta de neutralidade podem afetar profundamente a correção e a própria credibilidade da Justiça - e ter implicações irreparáveis na vida das pessoas julgadas desta ou daquela forma. Neste sentido, os veículos de comunicação tradicionais também concorreram para a construção de versões contestáveis, muitos tendo naufragado diante da pós-verdade. 

De 2003 para cá, passando pelo decisivo ano de 2013 - quando o país entrou em nova convulsão social e política enquanto Henrique se tornava o homem mais procurado do país, chegamos ao presente ano de 2021 em que tanto o Brasil como o seu Poder Judiciário enfrentam um dos seus momentos históricos mais difíceis e desafiadores. A trajetória pessoal de Pizzolato e sua família perpassa, como raros casos, todo esse processo histórico, por diversas perspectivas, de Justiça.

Grande parte dos filmes norte-americanos são ambientados em Tribunais. O presente filme também é sobre um caso de Justiça, e narra sob a forma de documentário o drama de um homem e sua família atingidos pelas ações midiáticas, judiciais e policiais de um processo político que os atingiram em sua honra. Enquanto Hollywood morreria de inveja desta trama, alguns por aqui insistem que ela própria criou raízes na chamada “Terra do Tio Sam”. Versões de um processo a ser revisitado.

O documentário é totalmente independente e tem compromisso irredutível com a verdade, se propondo a tentar ouvir todos os lados envolvidos na ampla e controversa questão. Pizzolato tem como principal objetivo provar sua inocência e revelar uma grande armação que o teria jogado nessa posição. Em “Caso Pizzolato: por uma questão de Justiça” vamos iluminar vários aspectos fundamentais desta trama que colocou o personagem central numa atmosfera e cotidiano kafikianos, que rumam para completar quase duas décadas. 

A obra será dirigida pelo premiado documentarista Silvio Tendler, um dos mais importantes cineastas de documentários do país. Em 52 anos de carreira, lançou mais de 80 longas-metragens, médiuns e curtas-metragens em cinemas, canais de TV e na internet. Seu cinema tem forte viés histórico, social e político, mas também fala de poesia, teatro, música, fotografia, religião, economia, ecologia, sexualidade e memória. Acumula as três maiores bilheterias do cinema documentário brasileiro e, contra o movimento que limita a exibição de obras audiovisuais por questões de direitos autorais, faz questão de viralizar seus filmes e disponibilizar o conteúdo na internet e em clubes de cinema. 

Participou do Festival de Cannes e foi premiado nas mais renomadas mostras de cinema, como Festival de Havana, Festival de Cinema Político da Argentina, Festival do Rio, Festival de Brasília, Festival de Gramado e recebeu duas vezes a Margarida de Prata da CNBB, entre outros prêmios. Nos últimos 2 anos, entre 2018 e 2020, a Caliban Cinema e Conteúdo produziu sete longas-metragens: “Alma Imoral” (que obteve 2 indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020 nas categorias de melhor documentário e melhor roteiro adaptado)”, “Dedo na Ferida” (vencedor do prêmio do público no Festival do Rio de 2017), “Fio da Meada”, “Ferreira Gullar, Arqueologia do Poeta”, “Santiago das Américas ou o olho do Terceiro Mundo”, “Ibiúna, Primavera Brasileira”, e o curta “Castro Maya”. Em 2020, lançou “Em Busca de Carlos Zéfiro” e “Nas Asas da PanAm”. Entre as próximas produções estão o longa“Chico Mário” e a série “Arte Urbana”.

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