Livro Flores amarelas

Livros – Rio de Janeiro, RJ

Atraso na entrega

Ontem estive na gráfica e o processo está atrasado. Foi necessário corrigir alguns detalhes da boneca do livro. Estarei com Flores Amarelas em minhas mãos no dia 5 de julho. Peço desculpas a todos pelo atraso. Havia prometido entregar o livro no dia 30 de junho.

Obrigado pela compreensão e o apoio de todos.

Seguindo a estrada

Dizem que seguindo aquela estrada é possível alcançar as estrelas. Mas por mais que caminhe, a distância até o céu não se altera. O viajante, contudo, não desiste e segue passo a passo atrás do seu objetivo. A estrela não chega, mas ilumina o caminho.

Assim começo uma das histórias do livro. E assim vamos caminhando, olhando flores amarelas, com esperança, sempre.

A campanha de financiamento coletivo do livro foi linda. Nesses 45 dias a confiança de vocês me fortaleceu. Muito obrigado!

A meta foi alcançada e essa semana o livro já começa a ser rodado na gráfica. Até o final de junho você terá Flores amarelas nas mãos.

Na noite escura tem estrelas. Na estrada empoeirada tem flores. Sim, tem jeito.

Flores amarelas

Eu era daquelas crianças que não gostava de ler. Quando alguma professora do ensino fundamental passava Machado de Assis eu ficava tenso. Não entendia nada.

Só na faculdade aprendi a gostar de literatura. Numa disciplina eletiva, perdida na grade curricular, que me matriculei apenas para somar créditos, minha professora Sara Granemann foi meu cupido na minha relação com Shakespeare. Passei a andar com Kafka no bolso. Lia Thomas Mann no ônibus. Recostava num parapeito da Escola de Comunicação, vizinha da Escola de Serviço Social, e aproveitava a calma do campus para me divertir com Lima Barreto. E Machado de Assis, ah, Machado, você me salvou daqueles textos chatos onde globalização e neoliberalismo apareciam mais vezes que vírgulas e verbos.

Mas era só isso. Deixei de ser um hater da literatura para ser um leitor médio. Minha paixão sempre foram as pessoas. Respeito, escuta atenta, compromisso em entregar resultados para quem atendo são minhas ferramentas de trabalho no serviço social.

Isso foi me ajudando a colecionar boas histórias pelas ruas. Chegou uma hora que decidi transformá-las num livro. Com a ajuda de Rubem Braga, Rachel de Queiroz, Caio Fernando Abreu, Luís Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, Anne Lamott, Schopenhauer, Marina Colasanti e Rainer Maria Rilke nasceram Flores amarelas.

Últimos dias de campanha. Garanta o seu.

Quarta capa

Hoje ganhei um presente de Márcio Vassallo. Um texto para a quarta capa de Flores amarelas. Fiquei com vontade de ler o livro de novo.

Márcio é um escritor consagrado e um dos melhores consultores literários do Brasil. Mas o que dá a medida de sua grandeza não são títulos, mas o que escreve. Um assombro.

Muito obrigado pela sua generosidade. Encheu meu coração.

*****

"O fato é um aspecto secundário da realidade", escreveu uma vez o poeta Mario Quintana. É o que mostra tão bem o escritor e assistente social Marcelo Jaccoud da Costa em Flores Amarelas, um livro urgente e essencial, para olharmos muito além das superfícies dos fatos, das calçadas, dos estereótipos fatalistas de pessoas que dormem embaixo de marquises e perambulam pelas ruas, pelos entorpecentes, por obstrutoras brutalidades do cotidiano. Mais do que atordoantes, belos, doídos, envolventes, ásperos e provocantes, os textos, as histórias e os personagens de Flores Amarelas são buquês de arranjos perturbadores, tiradores de sono, clareadores de caminhos, abridores de gente por dentro.

Márcio Vassallo

Casa de Lázaro

Há tempo para todas as coisas. Tem dia de chuva e dia de sol. Tempo de riso e tempo de choro.

Semana passada a alegria foi grande porque a meta para a produção do livro foi alcançada.

Hoje eu chorei. Os mantenedores da Casa de Lázaro optaram pelo seu fechamento. Não há dinheiro para continuar. Já havíamos diminuído o número de pessoas abrigadas para fazer frente aos gastos. Eu trabalhava desde o início do ano sem salário esperando uma recuperação financeira que não veio.

Fizemos essa campanha de financiamento coletivo para produzir meu livro anunciando que o lucro seria doado para a Casa de Lázaro. Não esperava que chegaria nesse ponto.

Os duzentos livros que seriam doados para a Casa de Lázaro serão doados para a Igreja Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande e a Comunidade Evangélica Jesus Vive, na Tijuca. As duas desenvolvem ótimos trabalhos com quem mora na rua. Quem quiser conhecê-los, nos sinalize para repassarmos os contatos dos responsáveis.

Vamos manter os cursos e o projeto Empreendedor. Em no máximo dois dias informarei o novo endereço. O livro vai sair. Mas quem preferir ter o dinheiro de volta em razão da Casa de Lázaro não poder mais ser a beneficiária dos lucros da venda do livro, por favor, me mande um email (marcelo@blogdarua.com) manifestando esse desejo com seus dados bancários para que eu os possa ressarcir.

Sou grato a Primeira Igreja Batista de Campo Grande e a Associação Empreendedores do Bem por todo o investimento na Casa de Lázaro nesses 5 anos. Lamento profundamente o seu fechamento. Tenho esperança que as histórias contadas nesse livro ajudem a sociedade a dar maior prioridade para quem mora rua. E que possamos todos seguir acreditando que um mundo melhor é possível.