Abas primárias

Meliponinae do Brasil - Uma luta para toda vida

Meio ambiente - Rio de Janeiro, RJ
kicks
Arrecadados da meta de R$30.000,00
Campanha flexível

Esta campanha irá receber todas contribuições em 25/03/2020.

 

Amor pelo Brasil é amor por nossas abelhas, as Meliponinae!

Olá! Meu nome é Denilson Silva: brasileiro, biólogo e preocupado com nosso futuro ao ver a crise das abelhas no mundo. Mãos à obra e muito estudo sobre a questão! 

 

Fique tranquilo: O Brasil tem a solução! E eu quero ser um dos que lutarão por ela na linha de frente desta batalha! Há 3 anos eu comecei uma luta autônoma pelas abelhas sem ferrão do Brasil, as Meliponinae, no Rio de Janeiro. Um assunto ainda mal discutido entre o nosso povo, mas que foi um conhecimento ancestral muito desenvolvido entre nossos irmãos indígenas, perdido na colonização! Eles conheciam e sabiam criar várias espécies, possuiam uma anatomia complexa delas e tudo isso era transmitindo oralmente de geração à geração antes da chegada portuguesa ao Brasil!

Somos o país que mais possui espécies dessas abelhas: em torno de 300. A Austrália possui em torno de 20, só para ficar em um exemplo de outra nação. Mas a maioria do povo Brasileiro pouco conhece do assunto como deveria. E nem são utilizadas em toda sua capacidade pois sua polinização pode aumentar nossa produção de alimentos orgânicos em muito! Seus méis, cada espécie com seu sabor específico, podem ser mais comuns e adoçar nosso dia à dia! Um reflorestamento pode ser melhor feito com elas, já que aumentam a fertilidade geral da floresta nascente. Quero me dedicar 100% a elas neste ano de 2020 e conto com sua ajuda! 

Tenho parceiros de trabalho onde voluntariamente busco identificar enxames, capturando de acordo com as leis vigentes, tentando promover o estudo e a criação racional. Nestes 3 anos sempre trabalhei para manter minha luta, tendo meu salário como meu financiador principal! Paguei cursos, ida a eventos, me dediquei ao estudo livre de artigos científicos e material acadêmico da questão ao longo deste tempo. Infelizmente a crise me pegou no meio de avanços importantes: parceiros firmes e promissores na questão, um campo para pesquisas produtivo e promissor e ótimas propostas de pós-graduação na questão! Mas eu trabalhava em uma emergência hospitalar em plantões noturnos para manter meus estudos e minha atividade científica, ficando sem esta renda abruptamente no meio desta crise no Rio de Janeiro...

 

Mas me deixe contar algo positivo: um pouco do caminho até aqui...

Realizei um projeto de pequeno porte em parceria com uma instituição ligada a questão das meliponinae em 2018! E com fundos do Consulado da Alemanha. O projeto :

 

"Expedições da Sustentabilidade Nacional: O Caminho de Trier para as Abelhas

Silvestres do Brasil". 

Assinatura do projeto pelo consulado da Alemanha

Fig. 1: Assinatura do projeto com a presença da assessora de economia do Consulado da Alemanha, a Sra. Tatyana Kaulich.

 

Fig. 2: Requerimento de apoio financeiro do projeto vencedor do edital. 

 

"Trier" (Tréveris em português) é talvez a cidade mais antiga da Alemanha. Sua origem data ainda no império romano. O nome do projeto homenageava a Alemanha por fomentar o projeto, mas também desejava utilizar o conceito de antiguidade e resistência trazido pela cidade a meliponicultura. Núcleos de meliponicultura foram montados em vários locais, em parceria com uma instituição sem fins lucrativos dedicada as Meliponinae. Isso me deu experiência e conhecimento maior para além dos artigos ciêntificos e livros da questão, colocando em prática o que vi em cursos. Me permitiu trafegar por novas parcerias e ter minha autônomia de ação. Hoje conto com 2 principais núcleos parceiros de trabalho voluntário para esta luta:

 

1) Uma horta comunitária: A Horta do Seu Maneco no Morro do Sumaré

Um senhor muito esforçado e do bem! Da comunidade do Morro do Sumaré! Que vem revitalizando uma área antes degradada da comunidade, transformando em uma horta urbana muito promissora! Quero ajuda-lo a ser um meliponicultor e um professor da questão para a comunidade! Assim novas fontes de renda podem surgir e as crianças aprenderão em tenra idade sobre nossas abelhas. Em 1 ano podemos capturar enxames, aprender a fazer as caixas, aprender todas as tecnicas e cuidados com as abelhas sem ferrão do lugar! É Muito promissor, há uma vasta floresta no entorno e as abelhas silvestres adorariam ter uma horta como morada! A Comunidade pode passar a ter a meliponicultura como atividade e ainda gerar parcerias com universidades e outras instituições. Plantar uma semente aqui é um belo exemplo de uso da ciência a favor do nosso povo.

Instalação de meliponário no Morro do Sumaré - Horta do Seu Maneco

Fig 3: Horta Comunitária do Seu Maneco - Morro do Sumaré/RJ

 

2) Projeto TERRAPIA!

Curso de Alimentação Viva do Terrapia

Fig 4: Uma das inúmeras oficinas de alimentação viva do Terrapia - https://www.terrapia.com.br/

Há 22 anos o Terrapia vem ensinando com cursos, palestras e alimentação viva uma nova forma de se nutrir. Integrando nutrição, saúde e ecologia, fazem do corpo um templo para uma relação profunda com o mundo por uma alimentação mais saudável. Como projeto inicial da Fiocruz, hoje volta-se para comunidade externa e interna da instituição, levando um profundo conhecimento sobre saúde alimentar para um variado público. Seus cursos vão da agroecologia ao preparo de alimentação viva e suas tecnologias sociais. A meliponicultura engradecerá este trabalho já consagrado pelo tempo. Trazendo a dimensão das abelhas para a questão da alimentação viva com seu sagrado trabalho de polinização.

 

3) Em 2019 lecionei um curso de extensão na UFRJ

Composto de aulas teóricas e visitas a locais importantes para a meliponicultura do RJ. Foi o primeiro curso de extensão sobre a questão na UFRJ. 

Fig 5 e 6: Turma 2019 Curso de Extensão em Meliponicultura UFRJ/2019, em parceria com a Geógrafa Rita de Cássia

 

4) Ministrei palestras sobre a questão em vários lugares

Fig 7: Palestra no Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA)/IBGE/2019

 

Preciso comprar equipamentos básicos para fazer instalações e manutenção de meliponários e ter uma ajuda de custo para me manter. Usarei canais virtuais de comunicação, como perfil em rede social e grupo de email para manter informados sobre os meus passos. Além de prestar contas das atividades publicando fotos das mesmas e relatando avanços. Repassando conhecimento, pretendo manter o envio do material sobre o assunto, das minhas aulas à artigos acadêmicos de referência no setor. Quero que esta iniciativa também seja um canal de informação sobre a questão para quem for contribuir.

O Valor total pedido é calculado para a pior das hipoteses, mas conseguindo outra oportunidade e voltando a me custear, repassarei para mais atividades e mais equipamento. Os gastos envolvem aluguel e manutenção, passagens para os núcleos, atividades e equipamentos para estes, como serras, parafusadeiras elétricas, caixas de abelhas pré-fabricadas ou matérial para elas, cursos como de marcenaria necessários para a expertise da questão.  O Valor equivale ao que foi pedido no projeto com o consulado da Alemanha, acrescido de valor para custeio e manutenção. 

Se você for contribuir estará entrando em um curso de meliponicultura feito ao vivo em meio as minhas ações e atividades! Por isso até sugiro uma doação de R$10,00 e que você convide outros para contribuir com este valor! Quem ainda não conhece e quer se informar e ser introduzido fará um bom investimento. Sua doação será retribuída com conhecimento e observação direta do meu trabalho. Assim com uma módica contribuição de muitos, também estarei fazendo minha atividade de disseminação científica sobre o assunto. Quero que cada colaborador torne-se um bom conhecedor e até mesmo um meliponicultor. Observe e aprenda, seja um propagador/disseminador do assunto em seu local! Ajude o Brasil a se unificar ajudando esta luta e evoluindo nação. 

Atividade em meliponicultura na Aldeia Guarani Céu Azul/Maricá-RJ

Fig 8: Instalação de enxames na Aldeia Guarani Céu Azul/Maricá-RJ, com o cacique Seu Felix e a grande parceira de luta, a geógrafa Rita de Cássia!

 

As Abelhas silvestres sem ferrão são uma riqueza ambiental imensurável do Brasil! Precisamos interagir melhor com elas. Minha ligação com as Meliponinae é para vida toda:  podem gerar renda para pequenos produtores, somos o país que mais tem espécies e podem ajudar no combate ao desaparecimento das abelhas no mundo, se forem bem usadas. São um resgate cultural importante para o Brasil, pois os povos originários, nossos irmãos indígenas, as conheciam muito bem. Os quilombolas receberam essa herança, assim como pequenos agricultores, ribeirinhos, caboclos entre outros genuínos representantes do povo Brasileiro. Eles foram a resistência que manteve esta riqueza nacional até os dias de hoje. Você estará contribuindo para que um jovem cientista do Brasil, mergulhando em um honesto desejo de pesquisar a vida das abelhas silvestres, continue sua jornada. E será agregado à ela, se religando com as raízes de nossa nação. Imagine: cada geração de sua família até a sua, criada nestas terras, recebia das meliponinae o beneficio da polinização! 

 

Preciso continuar meu trabalho autônomo e ainda quero informa-los sobre o assunto e sobre o setor. Levando ciência e um assunto que nos une como povo! E pode agregar valor a vida de todos: da criação doméstica e por estimação, até uma nova maneira de produção de alimentos orgânicos em maior escala. De políticas públicas ao empreendedorismo sustentável, as Meliponinae são um instrumento de união do Brasil e avanço do nosso povo. Para mim elas são o nosso futuro: podem aumentar a produtividade orgânica em 40%, ocorrem naturalmente de norte à sul, de leste à oeste. São desconhecidas ainda do grande público e nossa nação é a mais rica em espécies de todo o planeta! Vamos multiplicar o conhecimento sobre elas e ajudar na disseminação desta riqueza natural de todo o povo Brasileiro. Apoie, conheça e lute também!


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Denilson José da Silva
  Denilson José da Silva
  

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