Abas primárias

A Nova Guerra Contra Israel

Jornalismo - São Paulo, SP
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Arrecadados da meta de R$16.000,00
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Tudo ou nada

Esta campanha recebeu todos os fundos arrecadados até 22/03/2015.

Recompensas

  • R$20,00

    Herzliya
    ebook "A Nova Guerra Contra Israel"
    21 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$40,00

    Beer Sheva
    livro "A Nova Guerra Contra Israel"
    76 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$75,00

    Haifa
    livro "A Nova Guerra Contra Israel" + livro "O Código dos Homens", de Jack Donovan
    8 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$100,00

    Tel Aviv
    livro "A Nova Guerra Contra Israel" + livro "O Código dos Homens", de Jack Donovan + livro "Perdidos e Violentos", de Andy Nowicki
    7 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$150,00

    Eilat
    livro "A Nova Guerra Contra Israel" + livro "O Código dos Homens", de Jack Donovan + livro "Perdidos e Violentos", de Andy Nowicki + livro "Em Defesa da Leitura e da Ficção", de Mario Vargas Llosa + seu nome impresso nos agradecimentos
    13 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$200,00

    Jerusalém
    livro "A Nova Guerra Contra Israel" + livro "O Código dos Homens", de Jack Donovan + livro "Perdidos e Violentos", de Andy Nowicki + livro "Em Defesa da Leitura e da Ficção", de Mario Vargas Llosa + seu nome impresso nos agradecimentos + bandeira de Israel
    18 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$1.000,00

    Empresa
    lote com vinte cópias de "A Nova Guerra Contra Israel" + logo da sua empresa no miolo + agradecimento especial
    Uma pessoa kickou.
    Entrega estimada em 31/05/2015

  • R$2.500,00

    Empresa Master
    lote com cinquenta cópias de "A Nova Guerra Contra Israel" + logo da sua empresa na contracapa + agradecimento especial
    Uma pessoa kickou.
    Entrega estimada em 31/05/2015

Esta é uma história de boicotes. Esta é uma história de privações. Esta é uma história de sanções. Está é uma história completamente desconhecida pelos meios de comunicação, pelos intelectuais e pelo povo brasileiro.

Desde sua fundação, Israel esteve sob ataque de bombas, tanques, foguetes e terrorismo contra sua população civil. Apesar de tudo isso, manteve-se inflexível, e sua democracia se tornou mais forte que seus adversários, afundados na pobreza, no caos político e na depravação totalitária. Necessitando de novas táticas, os inimigos de Israel fundaram uma campanha global, que demoniza o povo judeu como racista e seu Estado como defensor do “Apartheied”.

"A Nova Guerra Contra Israel" é o primeiro livro a se aprofundar nesta sórdida campanha, expondo seus métodos, motivações, ideologia subjacente e meios de financiamento. E também é um livro indispensável para quem deseja combater este movimento na mídia, nas universidades e na opinião pública. Curto, direto, para os amantes da verdade, cansados de tanta desinformação.

Os direitos de publicação no Brasil já estão garantidos. Os autores dificilmente seriam mais gabaritados. Agora só depende de cada um de nós, para que este audacioso projeto ganhe as livrarias. Escolha sua recompensa, faça sua contribuição, compartilhe com os interessados no Facebook e no Twitter. Se não atingirmos a meta estipulada, seu dinheiro é integralmente devolvido. Se chegarmos lá, pagamos os custos de advanced dos direitos autorais, tradução, revisão, concepção gráfica, diagramação, impressão e envio - e você terá a alegria de ter participado de um momento único.

Participar é muito, muito fácil. São dois passos:

  1. Escolha o valor da sua contribuição e sua recompensa ao lado
  2. Escolha a forma de pagamento, boleto ou cartão de crédito (parcele em até 6x com parcela mínima de R$ 25).

Kickante é um site seguro e é um dos maiores sites de crowdfunding do mundo, tendo arrecadado fundos para causas nobres Brasil afora e tirado muitos projetos sensacionais do papel.

"O que é o Movimento BDS?", por Jed Babbin

Ao longo da História, tem sido muito comum que nações oprimam seus povos, privando-os de direitos humanos elementares. A França, sob o terror da revoluçao de 1789, assassinou dezenas de milhares de civis, assim como o fez o Kaiser alemão em sua marcha através da Bélgica em 1914. A Alemanha nazista provocou o Holocausto, o Camboja de Pol Pot também cometeu genocídio e a Rússia de Stalin deixou seu povo passar fome e abateu milhões. A União Soviética foi um modelo de opressão, enviando dezenas de milhares de pessoas não identificadas para o trabalho escravo no arquipélago Gulag descrito por Solzhenitsyn. Em seu tempo, cada uma dessas nações e culturas foi censurada e seus únicos "aliados" foram conquistados militarmente, ideologicamente ou ambos.

Israel não é uma nação sanguessuga ou um patrocinador do terrorismo. Não é governada por déspotas ou ditadores. Seus cidadãos – judeus e árabes não se diferenciam – igualmente se beneficiam da aceitação da nação pela democracia e direitos humanos.

Mas tanto no âmbito de sua fronteiras como para além dela, um movimento de propagandistas e desinformacionistas está trabalhando incansavelmente para mudar a opinião pública mundial, a fim de convencer a todos que Israel é tanto uma nação sanguessuga como são a Coreia do Norte ou o Irã. Eles procuram agir através do chamado "boicote, desinvestimento e sanções" ou "movimento BDS". Este movimento é impulsionado por ativistas palestinos, governos árabes e europeus que se juntaram a eles em seu esforço para retirar Israel da comunidade global.

Os objetivos declarados do movimento são: (1) criar boicotes globais às indústrias e universidades de Israel (supostamente apenas aquelas que fazem negócios nos territórios palestinos "ocupados"); (2) ter nações, bancos e empresas abstendo-se de fazer investimentos em bancos israelenses, nas empresas e na nação como um todo; e (3) obter sanções internacionais contra Israel, sua economia e seu povo.

Nos nove anos desde que começou formalmente, o movimento BDS conseguiu um sucesso surpreendente, encontrando simpatizantes e apoiadores em todo o mundo, mas principalmente na Europa e na América do Norte. Na maior parte desse tempo, os israelenses e seu governo pareceram incapazes de encontrar sua voz em oposição a tudo isso. Agora, contudo, o movimento BDS é finalmente reconhecido pelo que é: uma estratégica ameaça a Israel.

Ainda assim, os israelenses não realizaram um estudo aprofundado sobre o movimento BDS, seus antecedentes, suas posições e sua estratégia. Porque os argumentos do movimento BDS são em maoiria deixados sem resposta e as pessoas que estão desinformadas sobre os fatos e a história que está por detrás do risco do conflito entre israelenses e palestinos, estas podem chegar a uma conclusão errada com base em invenções dos fatos. Este livro destina-se a ajudar a passar os fatos a limpo.

O objetivo do movimento BDS é exilar Israel em um gueto político reservados para os piores países do mundo. Israel se destacou precisamente porque não ganhou seu caminho para o pequeno clube povoado por Cuba, Síria, Irã e Coreia do Norte. Já que os inimigos mais fortes de Israel são os prórpios déspotas do Oriente Médio, eles têm que convencer às outras nações e pessoas que Israel é tão má e perigosa como eles são. Embora Israel não tenha ganhado o status de sanguessuga, o Movimento BDS está tentando fazer isto com eles. Os partidários do movimento querem produzir falsidades e meias-verdades suficientes a fim de convencer as pessoas de que Israel é um sanguessuga, independentemente dos fatos.

Embora apresentado sob a forma de uma campanha humanitária, o movimento BDS é, na verdade, nada mais nada menos do que um ataque ideológico sobre a existência de Israel como uma nação judaica. É um ataque assimétrico a uma nação que parece despreparada ou relutante em se envolver com seus inimigos dessa forma. E, por essa razão, é uma grande ameaça que Israel terá que enfrentar.

"Verdades sobre Israel", por Jeb Babbin

Para justificar sua campanha de boicotes, desinvestimentos e sanções, os palestinos e seus aliados apresentaram um grande número de falsas acusações contra Israel. As acusações eram tão absurdas e exageradas, que seriam risíveis, se elas não tivessem se popularizado de maneira global, na última década.

Aqui estão alguns exemplos,  todos retirados do livro "Boicote, Desinvestimento e Sanções", escrito pelo principal escritor e porta-voz do movimento BDS, o ativista palestino Omar Barghouti:

  • Israel é "fascista e racista";
  • Israel é um "Estado de Apartheid";
  • Israel irá cometer genocídio contra os palestinos, a não ser que impedido pelo BDS;
  • Israel vem cometendo crimes de guerra contra os palestinos em Gaza desde 2007;
  • As leis fundamentalistas judaicas promoveram massacres e genocídios de não-judeus, incluindo crianças.

Em 1975, Yasser Arafat – agindo em nome dos soviéticos –, apoiado pelos Castros de Cuba, as nações do Bloco Soviético e uma coalizão de governos árabes, buscou obter a resolução "O sionismo é racismo", na Assembléia Geral da ONU, para debate e voto, com a ajuda do serviço secreto romeno. Na ocasião do debate sobre a resolução, dia 10 de novembro de 1975, o então embaixador americano da ONU Daniel Patrick Moynihan deu, talvez, o discurso mais memorável de toda sua carreira pública. Moynihan declarou uma das verdades básicas do judaísmo: a de que ele aceita não só aqueles que foram nascido na religião, mas qualquer um independentemente de raça, credo ou origem nacional. Por essa norma, ele disse: "Eu gostaria que entendessem que estou aqui para mostrar meu ponto de vista e apenas ele, que é: o que quer que o Sionismo possa ser, ele não é e não pode ser uma forma de racismo”.

Pela lógica, o Estado de Israel poderia ser, ou poderia se tornar muitas coisas, teoricamente, incluindo muitas coisas indesejáveis, mas ele não pode ser ou se tornar racista a menos que ele deixe de ser sionista.

"Apartheid" – que significa "separação", na língua afrikaaner, da África do Sul – foi a política legal daquela nação entre 1948-1989. Sob o apartheid, a segregação racial foi feita. Setenta por cento das terras eram reservadas para os brancos usarem, os brancos eram privilegiados economicamente (em elegibilidade e contratações de emprego), o casamento interracial foi proibido, a educação dos negros foi controlada. A oposição ao apartheid foi proibida e os líderes da oposição foram pressos.

Os árabes israelenses têm direito a voto em Israel, assim como a resolução de participação da ONU indica. (Isso inclui mulheres árabes.) O direito ao voto era negado aos negros sul-africanos sob o apartheid. (E o direito ao voto das mulheres é negado em vários países islâmicos.) Os árabes israelenses podem concorer as cargos públicos, outro direito negado aos sul-africanos. O parlamento israelense – chamado de Knesset – tem 120 membros. Os árabes vem sendo membros desde a primiera eleição do Knesset, em 1949. Atualmente, doze árabes atuam no parlamento. Uma prática do apharteid era a de controlar e, assim, limitar a educação de negros na África do Sul; não existem tais estatutos em Israel e há muitos estudantes árabes nas melhores universidades de Israel.

O juiz sul-africano Richard Goldstone liderou uma Comissão de Direitos Humanos da ONU para investigar as alegações de crimes de guerra cometidos por israelenses no conflito de Gaza de 2008-2009. Na contracapa do New York Times, em 31 de outubro de 2011, Goldstone escreveu: "Em Israel, não há nenhum apartheid. Nada lá chega perto da adefinição de apartheid sob o Estatuto de Roma de 1998". O incitamento de ódio aos judeus do Barghouti ecoa como a calúnia antissemita czarista russa e seu "Protocolo dos Sábios de Sião".

Apesar da declaração de Mao que diz que uma mentira contata mil vezes se torna verdade, essa mentira permanece mentira não importa quantas vezes Barghouti e os apoiadores do BDS a repitam.

"Taylor Swift e o Movimento BDS", por Alex Margolin

Com pessoas do calibre de Rihanna, Justin Timberlake, Lady Gaga, Madonna, e Alicia Keys recusando ser intimidados a cancelar seus shows em Israel, o  Movimento BDS aparentemente mudou sua estratégia. Em vez de lançar campanhas contra os artistas depois que eles marcam shows em Israel, o que se provou ineficiente, o BDS agora vai atrás de artistas que são cotados a ir, como a Taylor Swift.

E veículos de comunicação como o Daily Beast estão contentes em dar uma mãozinha:

“Ainda está incerto se após a cantora de ‘Shake it off’ irá ou não selar o acordo para se apresentar em Israel. Mas se ela for, é seguro dizer que sua atitude irá gerar controvérsia”, escreve Asawain Suebsaeng, o editor representante da mídia social do veículo e antigo membro da revista progressita Mother Jones.

É evidente que é seguro dizê-lo, quando o próprio jornalista está criando controvérsia, usando rumores como uma desculpa a fim de fornecer uma plataforma para o BDS atacar Israel sem dar nenhuma chance de resposta a quem é pró-Israel.

Só que isso não é controvérsia, porque controvérsia é a discordância de dois lados. O que ele criou não é nada mais que uma promoção para o BDS.

Isso certamente não pode ser considerado jornalismo. A única citação em todo artigo é um discurso retórico de Remah Kudaimi da campanha americana para acabar com as ocupações israelenses pressionando Swift a esquivar-se de Israel. A citação claramente veio das pautas do BDS, referindo-se a Israel como um Estado em Apartheid e as mortes das crianças palestinas no conflito de Gaza. Não há menção ao sofrimento de Israel, aos foguetes palestinos, e certamente às vítimas israelenses.

A citação é notavelmente similar à retórica usada por Roger Waters em uma carta para Alan Parsons apenas umas semanas antes – ambos usaram os termos “piquete”, “Cidade Sol” e “mandando um grande recado”. É claro, Parsons rejeitou terminantemente o apelo de Waters para cancelar sua apresentação em Tel Aviv e lembrou o antigo rock star o que significa ser um artista. (Dica: Não se trata de tentar silenciar as pessoas.)

Isso também é parte da tática cínica do BDS para ganhar publicidade. O movimento ataca celebridades de grande nome associadas a Israel, e o poder de repercussão de pessoas como Taylor Swift ajuda a passar suas mensagens nos jornais, mesmo que Swift não tenha feito indicações que planeja ir.

Enquanto a estratégia obtém êxito em ganhar publicidade ao movimento, é menos efetiva em fazer os artistas colaborarem com suas campanhas de pressão. O único artista mencionado no artigo que cancelou sua apresentação – Elvis Costello – o fez lá atrás, em 2010. Desde então, dezenas de artistas de maiores status tem enfeitado o palco em Tel Aviv e em outros lugares.

"A ONU e a Desinformação", por Jed Babbin e Herbert London (trecho exclusivo do livro)

Já mostramos que todas as acusações que o BDS faz contra Israel são falsas, mas é igualmente importante mostrar como o movimento as promove no palco da mídia global. O BDS trava uma guerra ideológica cujo objetivo é convencer o mundo de que Israel é um pária entre as nações, merecedor do isolamento político e econômico e, no devido tempo, da destruição.

Quem são as pessoas que compram a retórica do BDS? Em primeiro lugar estão aquelas que se não se interessam pela verdade porque concordam com o fim último do movimento. Concordam, em outras palavras, porque suas crenças religiosas ou políticas incluem o desejo fervente de opor-se a, minar ou destruir o Estado judeu. Em segundo lugar estão aquelas a quem falta conhecimento básico sobre a história e a situação da região e que são influenciadas por políticos, por celebridades, pela mídia ou por amigos com posições ardentemente anti-israelenses. Ao mesmo tempo, há pessoas que, embora ideologicamente afinadas com o BDS, ainda precisam ser convencidas de que isolar Israel é o melhor modo de ajudar os palestinos.

Assim, as campanhas do BDS procuram simultaneamente incitar o apoio do primeiro grupo e persuadir os outros dois. A tática abraçada para atingir essa meta se chama “desinformação”. Para entender a gênese desse método, é essencial ler o livro de Ion Pacepa, Disinformation. Pacepa era o chefe da agência de espionagem romena, membro de alta patente do círculo interno da KGB e o responsável, entre outras coisas, pelas operações de desinformação. Ele é o mais graduado oficial do círculo interno da KBG a ter desertado e o único disposto a divulgar os protocolos da agência.

“Desinformação” não é informação falsa. Informações falsas são instrumentos explícitos de propaganda; mentiras propagadas por governos—ou organizações não-governamentais—calculadas para levar as pessoas a ter crenças falsas. Por exemplo, se o governo iraniano publicasse um relatório “provando” que seu programa de armas nucleares é pacífico, esse seria um exemplo de informação falsa. Quem se interessasse pela verdade e tivesse conhecimento da conduta dos iranianos desde 1979 a rejeitaria imediatamente. Apenas quem tivesse outras razões, políticas ou religiosas, para acreditar no relatório o aceitaria. Mas e se uma dezena de jornais estrangeiros decidisse publicar o relatório? Então a informação falsa se transformaria em desinformação, porque seria retratada como verdadeira.

Toda vez que acusam Israel de praticar racismo, apartheid, limpeza étnica, crimes de guerra e genocídio, os proponentes do BDS jogam a isca para pessoas que podem se deixar convencer por essas mentiras e depois repeti-las para outras plateias. Em primeiro lugar na linha de propagação das mentiras do BDS estão as ONGs, dentre as quais muitas são árabes e palestinas, e outras, como várias organizações europeias que financiam o movimento (como discutido abaixo), têm inclinação ideológica pró-palestina e anti-israelense. Em segundo lugar estão plateias suscetíveis à propaganda, como a academia e a mídia. Tem sido fácil para o BDS chegar a elas.

Mas a desinformação contra Israel tem raízes anteriores ao movimento BDS. Muito antes do Fórum de ONGs de Durban, ela já era uma arma de guerra ideológica. De fato, desde a vitória militar de Israel em 1967, as atmosferas mais produtivas para as campanhas de desinformação contra o país são a ONU e suas várias plataformas de ativismo.

Em Disinformation, o general Pacepa e seu coautor Ronald Ryachlak revelam que o Kremlin, sob direção do então líder soviético Yuri Andropov, usou as Nações Unidas para transformar oficialmente o antissemitismo em um movimento internacional. Supostamente ideia do bloco árabe, a operação foi planejada no Kremlin e sustentada por operações de desinformação intermitentes, com o apoio de Arafat, de Fidel Castro, dos países árabes e da maioria dos Estados satélites da União Soviética.

Pacepa conta como a desinformação foi usada pelos soviéticos como arma de inteligência contra Israel:

“Até 1972, a principal tarefa da máquina de dezinformatsiya (desinformação) era transformar o velho ódio da Europa pelos nazistas em ódio pela América sionista, o novo poder de ocupação. Em outras palavras, vestir a Guerra Fria com os trajes do antissemitismo para amedrontar a Europa e o resto do mundo com a crença de que os Estados Unidos pretendiam transformá-lo em um domínio sionista financiado pelo dinheiro judeu e governado por um vigarista “Conselho dos Sábios de Sião” (o epíteto do Kremlim para o Congresso americano). Para fazer essa imagem circular, nossa tarefa era retratar tudo e todos nos EUA como subordinados aos interesses judaicos: os líderes, o governo, os partidos políticos, as personalidades mais proeminentes— e até mesmo a história americana.”

Pacepa não sabe ao certo se o BDS está ligado ao que é hoje a FSB de Vladmir Putin, a sucessora da KGB, mas ele afirma que há similaridades entre as ações do movimento e as campanhas de desinformação clássica:

“Na minha visão, as metas do BDS parecem versões atualizadas das metas da OLP quando eu ainda era chefe da máquina de dezinformatsiya: incorporar o antissemitismo e o antiamericanismo a uma doutrina armada para todo o mundo palestino, do mesmo modo que Moscou incorporara o marxismo a uma doutrina armada para todo o bloco soviético. Na época nós tachamos o sionismo de “uma forma de racismo e discriminação racial” e o igualamos ao nazismo. O objetivo do BDS é retratar Israel como uma sociedade de apartheid semelhante ao que era a África do Sul antes de esse sistema ser eliminado por Nelson Mandela (que era membro do Partido Comunista).”

Que não haja prova nenhuma de ligações entre a FSB russa e o movimento BDS é irrelevante. O que é importante é que ele segue o padrão estrito das campanhas de desinformação da agência. Quando examinamos os fatos, percebemos que o BDS satisfaz aos três critérios que definem as campanhas de desinformação.

O primeiro é que a campanha de desinformação deve basear-se em mentiras. Como já demonstramos, a base do BDS é falsa. O segundo é que a campanha deve pretender causar prejuízos substanciais ao alvo. Além disso, esses prejuízos devem ser causados indiretamente, ou seja, não por meio de revoluções, ações militares estrangeiras, diplomacia nem outros meios explícitos. Essa é a metodologia do BDS. O terceiro critério é que a campanha de desinformação deve ser conduzida de modo intensivo por uma ampla rede de pessoas e organizações. Pacepa e Rychlak enfatizam muito a quantidade de pessoas que uma campanha de desinformação requer. Durante a Guerra Fria, havia mais pessoas trabalhando em campanhas de desinformação do que na indústria de defesa e no exército soviético combinados. Eram diplomatas, funcionários do governo, agentes de inteligência e todos os aliados que pudessem ser seduzidos a ajudar. O BDS também atende a este critério com facilidade.

Embora não existam registros que comprovem que o movimento BDS é uma campanha de desinformação conduzida por velhos apparatchiks soviéticos, é correto afirmar que aqueles que o lideram adotaram as mesmas táticas e estratégias que eram usadas pelos serviços de inteligência soviéticos.

Em vez de exércitos de propagandistas pró-soviéticos, o BDS emprega a mesma rede enorme de ONGs que organizou o Fórum das ONGs na conferência de Durban, junto com organizações militantes palestinas, vários países árabes e os aliados destes nos países ocidentais. Como veremos abaixo, são as organizações militantes palestinas e seus aliados que operam a campanha de desinformação do BDS.


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