Paz em Movimento

ONGs – Rio de Janeiro, RJ
Sérgio Tavares 5 meses

A guerra e o empoderamento feminino

Sobreviver como refugiado é uma equação que não fecha. No campo de Al-Awdah, muitos deles largaram tudo o que tinham para trás e atravessaram a pé as montanhas que separam sua terra do vizinho Líbano, sem nada mais do que uns poucos pertences.

Uma vez no campo, vivem uma situação paradoxal: não são autorizados a trabalhar formalmente; os trabalhos possíveis são os mais inseguros, que pagam menos. Uma história antiga, com contornos de crise contemporânea. E contornos cruéis, já que no caso dos refugiados os campos propositalmente construídos longe das cidades dificultam o acesso aos poucos trabalhos existentes.

Deslocar-se até a cidade mais próxima é uma corrida de obstáculos. Primeiro, é preciso dinheiro para o transporte, e ele muitas vezes simplesmente não existe. Pior do que isso, no entanto, é o perigo de ser parado num dos postos de controle do Exército, que se multiplicam por todo o território libanês. Ser pego sem documentos pode significar a deportação de volta para os horrores da guerra.

No início do conflito, há sete anos, a comunidade internacional se compadeceu dos refugiados: havia ajuda humanitária e recursos - poucos, mas disponíveis. Mas as mentes ocidentais não se prendem por muito tempo com os problemas “deles”… Hoje, passados todos esses anos, as dificuldades são maiores, e a empatia, bem menor.

Em vários campos, os recursos de primeira hora permitiram construir padarias coletivas, confecções de roupa, salas de computação e até centros de empoderamento feminino. Muitos destes espaços, no entanto, hoje estão fechados por falta de recursos para sua manutenção.

É o caso, por exemplo, do trabalho de produção de peças artesanais em crochet, feito pelas mulheres de um dos poucos campos de refugiados nos subúrbios de Beirute. Elas aprenderam o trabalho, mas só podem bordar quando há recursos para as linhas e agulhas.

Sem permissão ou acesso ao trabalho formal, sem ajuda humanitária, sem recursos trazidos da Síria, como vivem os refugiados? Estive por alguns dias com eles no campo de Al-Awdah no ano passado, e não encontrei as respostas. E a verdade é que não me espanta não encontrá-las: nunca entendi como uma família brasileira consegue viver com um salário mínimo, não seria nunca capaz de entender como fecha a conta dos refugiados, ainda mais incompreensível que a nossa.

Mas você pode ajudar as mulheres refugiadas sírias a gerar renda. Quer saber como? Assista ao vídeo e colabore com o Projeto Paz em Movimento.

Sérgio Tavares 5 meses

Um povo sem chão, mas de um grande coração

Meu nome é Luciana Julião. Sou jornalista e uma das responsáveis pelo projeto. No ano passado, estive em Al-Awdah, onde conheci uma realidade para a qual nunca estamos preparados, por mais que a conheçamos em teoria.

Encontrei um povo marcado pelo sofrimento e pela perda, mas ainda assim um povo cheio de dignidade e generosidade. Esses refugiados têm que lutar para sobreviver sem recursos depois de terem perdido tudo o que tinham, mas, ainda assim, eu não conseguia andar pelas ruas do campo sem que insistissem para compartilhar comigo o pouco de que dispunham: um café, um chá, um pão com azeitona.

A longa duração da guerra fez com que a comunidade internacional voltasse seus olhos para outros problemas e hoje eles só conhecem a incerteza: a guerra parece longe de terminar, o governo libanês não tem condições ou disposição de oferecer mais ajuda, o mundo deixou de se preocupar com eles.

Por isso, projetos como o Paz em Movimento são tão importantes: eles não resolvem o problema, mas trazem um pouco de luz e esperança para crianças que, muitas vezes, já nasceram em meio à dor, ao sofrimento e às perdas.

Sua doação é fundamental para levarmos nosso projeto adiante. Não importa o valor. Se hoje você pode contribuir com R$5, R$ 10, saiba que essa contribuição também é muito importante. Ela lembra a atitude dos refugiados, capazes de ver que mesmo o pouco que têm ainda pode ser compartilhado. A beleza do que estamos fazendo juntos é, exatamente, unir forças pelo bem comum. Sua pequena contribuição, somada a de outras pessoas que acreditam no projeto, vão fazer muita diferença.

Para vocês conhecerem um pouco o campo de refugiados onde vamos trabalhar, posto aqui o link para o primeiro capítulo da série Refúgio, que estou fazendo em parceria com a ONG libanesa que cuida do campo, mostrando um pouco da vida dos refugiados. Nesse vídeo, Mohammad Zakaria conta como foi a travessia até o Líbano e como é viver longe da sua terra.

As crianças de Al-Awdah contam com vocês!
Obrigada

Sérgio Tavares 6 meses

Missão Haiti

Vamos conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Paz em Movimento? Então da o play nesse vídeo sobre a missão realizada no Haiti.

E não esqueça de doar no final ⚽

Sérgio Tavares 6 meses

Peace Movement

Football as a social change factor

What would happen in the largest Syrian refugee camp in Lebanon if the children there were presented with soccer balls? This is the question that we, teachers, researchers and students of the Research Center on Body Culture of Castelo Branco University (UCB) will answer in July 2018 when we disembark in Al-Awdah, a refugee camp where some 1,700 Syrians who fled the war in their country live.

We will be taking hundreds of footballs in our luggage, but what we will give these children is more than just sports. What we will bring to them is the possibility of social transformation.
Our work is divided into 3 distinct but complementary aspects, or actions: pedagogical, sports and cultural.

Pedagogically, we will hold workshops with the teachers of the local school, discussing the importance of motion activities for the development of the children. In addition, we will document the entire experience, producing scientific articles and reference material for new project actions.

In the sport field, we will distribute the balls and carry out recreational and sports activities with the children, focusing on their motor skills and social development.

Finally, the cultural actions include the exhibition of open-air films for local youth during the two weeks our team will be in the field, and the production of a documentary about the experience for television viewing and film festivals.

Your participation

But to do this we need your support which will be instrumental in securing the airline tickets for the researchers and students of the group, and to buy the 300 soccer balls that will be given to the Syrian children.
Your collaboration can be rewarded with incredible prizes (click on rewards and see what we've prepared for you). But your greatest reward will undoubtedly be knowing that you've contributed to a project that can bring hope to children who have lived through war losing everything but nevertheless should be able to still be children.

Sérgio Tavares 6 meses

PAZ EM MOVIMENTO - APRESENTAÇÃO

Em 1 minuto e meio, entenda o que é o projeto Paz em Movimento e descubra como sua ajuda pode fazer a diferença para as crianças sírias refugiadas do campo de Al-Awdah, no Líbano.