Abas primárias

Plantas da Amazônia contra o veneno de jararaca

Educação - Manaus, AM
kicks
Arrecadados da meta de R$25.000,00
Encerrado!
Campanha flexível

Esta campanha recebeu todos os fundos arrecadados até 11/08/2016.

Recompensas

  • R$20,00

    Email personalizado
    Ficarei muito feliz e lhe enviarei um email personalizado com meus mais sinceros agradecimentos
    8 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 10/08/2016

  • R$50,00

    Agradecimento nas redes sociais
    Ficarei muitíssimo feliz e lhe enviarei um agradecimento por email e redes sociais, além de enviar-lhe cópias dos meus artigos sobre as plantas antiofídicas!
    35 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 10/08/2016

  • R$100,00

    Versão da cartilha sobre plantas antiofídicas
    Ficarei imensamente feliz e lhe enviarei um agradecimento por email, redes sócias, cópias dos artigos e uma versão em pdf da cartilha quando estiver pronta!
    22 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 10/08/2016

  • R$250,00

    Caneca personalizada com logomarca do nosso laboratório e o seu nome!
    Ficarei profundamente agradecida e lhe enviarei todos os itens anteriores e uma linda caneca personalizada com a logomarca do nosso laboratório e o seu nome em citação cientifica!
    6 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 10/08/2016

  • R$350,00

    Colaborador financeiro da cartilha
    Ficarei extremamente feliz e lhe enviarei todos os itens anteriores e o seu nome estará como colaborador financeiro na cartilha!
    Uma pessoa kickou.
    Entrega estimada em 10/08/2017

  • R$500,00

    Cópia impressa da cartilha
    Ficarei feliz, feliz ao extremo e lhe enviarei todos os itens anteriores, e uma cópia impressa da cartilha de plantas medicinais antiofídicas
    5 pessoas kickaram.
    Entrega estimada em 10/08/2017

  • R$1.000,00

    Caneca personalizada com logomarca "Arte com Ciências"
    Ficarei demasiadamente feliz, muito, muito feliz e lhe enviarei todos os itens anteriores, além de uma caneca extra linda com a logomarca do “Arte com Ciência” com o nome científico de espécies medicinais para que você a use quando for tomar seu chazinho da tarde ou noite!
    Entrega estimada em 10/08/2017

Sobre o projeto

 

Meu nome é Valéria, e sou doutoranda em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas-UFAM, situada em Manaus - Amazonas.

Em 2009, tive a oportunidade de fazer parte de um projeto financiado pelo grupo Butantan, na cidade de Santarém- Pará. A ideia inicial do projeto seria estudar a ocorrência do uso de plantas na região Oeste do Pará, para tratar envenenamentos por serpentes. 

Os acidentes por serpentes são um sério problema de saúde pública no Brasil, afetam milhares de pessoas, sobretudo na Região Norte do país, devido à dificuldade que as pessoas encontram para receber o tratamento especifico (soro antiofídico). Dessa forma, os pacientes demoram a receber o tratamento soroterápico o que pode ocasionar o aumento do número de complicações nos casos.

No Amazonas, por exemplo, mais de 10% dos casos evoluem para amputação do membro afetado. Neste contexto, diversas práticas populares têm sido empregadas nos casos de envenenamentos por serpentes, dentre as quais, a mais utilizada é o uso de plantas medicinais, como coadjuvantes à soroterapia ou como medicamento alternativo aplicado na falta de recursos soroterápicos.

 

         

Bothrops atrox, fotos de Hipócrates Chalkidis e Helder Batista.

 

Fiquei ENCANTADA com este projeto logo de cara, pois tive que fazer um levantamento nas comunidades de Santarém, onde entrevistamos os moradores sobre o uso das plantas medicinais em caso de acidentes por serpentes.

Mapa da área Geográfica do nosso estudo. C) Mapa político do Pará destacando a Região Oeste e seus municípios; D) Mapa específico de Santarém. Elaborado por Fábio Guerra dos Santos, Engenheiro Florestal.   ​

 Me surpreendi com a quantidade de pessoas que faziam uso de plantas, e como o conhecimento tradicional ainda era bastante utilizado. Imaginei como seria interessante testar as plantas e devolver o conhecimento tradicional melhorado para essa população.  Assim, ingressei no mestrado em 2010 para testar o potencial antiofídico das plantas frente ao veneno de serpentes do gênero Bothrops “jararacas” (Bothrops atrox e Bothrops jararaca).

 

          

          

Conseguimos testar 12 espécies vegetais que a população utilizava, e cinco espécies apresentaram resultados muito promissores. Fiz um projeto muito grande no mestrado, pois acreditava que conseguiria naquele curto espaço de tempo dar um retorno para a comunidade. Como dois anos não foram suficientes, ingressei no doutorado em 2012,  e resolvi focar todo meu trabalho em uma única espécie (Bellucia dichotoma) e fazer um estudo mais aprofundado, mas sempre com o intuito de dar um retorno para os moradores das comunidades ribeirinhas que me acolheram tão bem, e dividiram comigo o seu conhecimento. 

Atualmente em 2016, consigo ver quão grande se tornou esse projeto que de inicio seria somente uma iniciação científica. O projeto que iniciou em 2009 teve resultados muito interessantes, e envolveu alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado, gerando trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, teses de doutorado e várias publicações em revistas internacionais de grande impacto. Conseguimos mostrar que os extratos das plantas em forma de chás são bastante eficazes no combate aos efeitos locais do envenenamento, principalmente contra a atividade edematogênica. O que me deixa extremamente feliz, mas a essência do projeto que seria retornar a informação para as comunidades AINDA NÃO FOI ATINGIDA.

Entendo, a importância de divulgarmos nossos achados científicos em revistas internacionais, a fim de disseminar o novo conhecimento. Mas ainda me questiono, como o Senhor Reinaldo (um morador que foi fundamental para realização do meu estudo), poderá se beneficiar dessas informações? Sendo que os artigos são escritos na língua inglesa e restritos a comunidade científica. 

Escrevi então um projeto de pós doutorado, pois assim teria a oportunidade de continuar estudando as demais espécies e padronizar extratos antiofídicos, além de poder finalmente dar o retorno tão esperado pela comunidade. Infelizmente, com os cortes do governo brasileiro, principalmente na área de educação, não conseguimos recursos financeiros para dar continuidade com a pesquisa. E sem mais editais abertos, fica impossível prosseguir.

Assim, surgiu a ideia de escrever uma “cartilha” onde fosse possível colocar todos os resultados do projeto de uma forma mais acessível para os moradores das comunidades. A cartilha poderá beneficiar não somente os moradores da Região Oeste do Pará, mas também da Região do Amazonas. A maioria das plantas citadas pelos moradores são endêmicas da região Amazônica e fáceis de serem encontradas.

Assim como também possa continuar estudando as demais espécies, pois somos o ÚNICO grupo de pesquisa nos Estados do Pará e Amazonas que trabalha com plantas antiofídicas. E um dos poucos grupos na Região Amazônica brasileira com essa linha de pesquisa!

Sempre gostei de desafios, e ao iniciar no meio científico com o projeto “Plantas antiofídicas da Amazônia” trabalhando diretamente com as comunidades, sabia que teria um longo caminho pela frente. Porém, sempre acreditei que um dia as informações repassadas pela população poderiam retornar para as comunidades de forma aplicada. Nosso grupo de pesquisas busca dar esse retorno. Pense! Como seria maravilhoso, essas pessoas terem acesso a uma pomada, por exemplo. Um fitoterápico ao qual eles pudessem utilizar como um complemento até receberem o tratamento específico (soro convencional). Nossa ideia não é de substituir a soroterapia existente, pois a mesma é extremamente eficaz no combate aos efeitos sistêmicos do envenenamento. E sim, ter um aliado contra os efeitos locais induzidos pelo envenenamento. Infelizmente, é muito difícil conseguir desenvolver um medicamento fitoterápico, e no cenário da nossa política atual, tornou-se uma jornada mais difícil ainda. No entanto, ter informações sobre como as plantas poderão ser utilizadas para extrair melhor seus princípios ativos já é um passo de suma importância nessa longa jornada.

Faça parte também deste projeto e contribua com a continuação desta pesquisa.

O valor arrecado nesta campanha será o mínimo para permitir que o projeto continue por mais um ano. Meu doutorado termina em agosto de 2016, e o valor que conseguir neste financiamento coletivo permitirá que minha pesquisa continue, e que divulgue em revistas científicas o restante dos resultados já encontrados. Além de financiar a produção das cartilhas (gastos com ilustração, impressão) e as passagens (Manaus/Santarém) para retornar às comunidades, ministrar palestras e a distribuição das cartilhas. Penso em produzir uma cartilha bastante didática e que contenha todos os resultados do projeto.

 

Sobre mim

        

Eu sou Bióloga formada pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2008). Fiz mestrado em Ciências Ambientais (área de concentração: Bioprospecção de Recursos Naturais), na Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA (2012). E atualmente sou doutoranda do curso de Biotecnologia (área de concentração: Biotecnologia para a saúde) da Universidade Federal do Amazonas - UFAM.

Minha linha de pesquisa é Bioprospecção de Produtos Naturais com ênfase em extratos vegetais com propriedades bloqueadoras de toxinas de serpentes peçonhentas.

Faço parte do laboratório de Imunoquímica da UFAM (situado em Manaus - Amazonas) e do laboratório de Bioprospecção e Biologia Experimental da UFOPA (situado em Santarém- Pará).

Juntos com este projeto, publicamos artigos em revistas nacionais e internacionais, e ganhamos prêmios de menção honrosa em congresso nacional de plantas medicinais para o trabalho: Plantas medicinais utilizadas no tratamento de acidentes ofídicos pela população da Região Oeste do Pará, Santarém, Brasil. E Efeito bloqueador do extrato aquoso de Philodendron megalophyllum Schott sobre atividade hemorrágica induzida pela peçonha de Bothrops atrox. Além de ter contribuído na formação de vários alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado.  

Você pode ter acesso a essas informações no meu curriculum lattes (http://lattes.cnpq.br/4708482253451298

Grupos de pesquisa:  http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhorh/4708482253451298#gruposPesquisa

Você pode nos ajudar a prosseguir com os estudos sobre a eficácia das plantas medicinais utilizadas contra o envenenamento por serpentes, e ainda a produzirmos a cartilha, com informações acessíveis para as comunidades.

 

Atualizarei sempre as informações do andamento do projeto na minha página do facebook (https://www.facebook.com/valeria.mourao.52), e estarei disponível também nos emails: [email protected] e [email protected], para que todos possam acompanhar e tirar suas dúvidas em relação ao projeto!

 

Nosso laboratório de Imunoquímica (coordenado pelos Professores Doutores Maria Cristina dos Santos e Antonio Luiz Boechat), fica situado na Universidade Federal do Amazonas, Mini-Campus, Setor Sul, ICB2, sala 10, 2 andar. Ficarei feliz em receber sua visita! 

 

 

Imagem das canecas personalizadas com a logomarca do nosso laboratório de Santarém (coordenado pelos Professores Doutores Rosa Helena Veras Mourão e Ricardo Bezerra de Oliveira)  e do Arte com Ciência. Disponíveis para algumas recompensas (conferir o valor).

Participar é muito, muito fácil. São dois passos:

  1. Escolha o valor da sua contribuição e sua recompensa ao lado
  2. Escolha a forma de pagamento, boleto ou cartão de crédito (parcele em até 6x com parcela mínima de R$ 25).

Kickante é um site seguro e é um dos maiores sites de crowdfunding do mundo arrecadando fundos para causas nobres no Brasil afora e tirando muito projeto sensacional do papel.


A hora é agora! Contribua com
Plantas da Amazônia contra o veneno de jararaca

Saiba mais sobre o criador desta campanha:

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Conheça quem está à frente desta campanha

Valeria Mourão
  Valeria Mourão
  

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