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TEMPORADA 2019 DO ESPETÁCULO - CARTA 01

Artes - São Paulo, SP
kicks
Arrecadados da meta de R$30.000,00
Campanha flexível

Esta campanha irá receber todas contribuições em 08/07/2019.

Recompensas

 

CARTA 01

A Infância, Promessa de Mãe

Peça Teatral

 

SINOPSE

É o primeiro espetáculo do tríptico "Nos trilhos abertos de um leste migrante", construído em diálogo com o livro "As veias abertas da América Latina" de Eduardo Galeano. O Coletivo Estopô Balaio passou três anos escrevendo cartas nas estações de trem. Escolhemos três delas para biografarmos os remetentes e construirmos o tríptico. Carta 01 - A infância, Promessa de mãe Em busca de um horizonte, a boliviana Martha migrou para oBrasil. Submetida ao trabalho escravo, fez uma promessa: não cortaria o cabelo de seu filho Erick até conseguir voltar para a Bolívia. 12 anos se passaram e o menino, cansado de sofrer bullying, quer trocar seu cabelo pela realização de seus sonhos e de sua mãe.

 

 

HISTÓRIA COMPLETA

Martha Zelaya, migrante vinda da cidade de Tarija na Bolívia, resolveu sair de sua cidade natal para trabalhar em São Paulo costurando roupas com o objetivo de juntar dinheiro para montar um restaurante em sua cidade natal. Filha de camponeses não tinha como juntar o dinheiro necessário para criar seu próprio negócio resolveu se aventurar em São Paulo a convite de uma amiga que já vivia na capital paulista e lhe convenceu a vir, tendo em vista as muitas oportunidades de emprego que a cidade oferecia.Ao chegar ao Brasil já se viu sem dinheiro, pois boa parte dele tinha deixado com os atravessadores (coiotes) que organizam a entrada de imigrantes pelas fronteiras entre Brasil e Paraguai. Aqui, ela descobriu que ganharia por produção, não tinha salário fixo, e como não sabia costurar conseguiu nos primeiros meses ganhar R$ 20,00 por mês.Na oficina de costura que trabalhava conheceu seu atual marido com quem constituiu família e fugiu do trabalho escravo que estava submetida. Quando conseguiu montar seu próprio negócio descobriu que sua mãe estava doente em sua cidade natal e ela não tinha como voltar. O medo de não conseguir ver a mãe na Bolívia fez com que ela fizesse uma promessa: o primeiro corte de cabelo do filho quem faria era o seu pai caso ela conseguisse ver a mãe viva na Bolívia. Quando finalmente conseguiu retornar a sua terra, o seu filho já estava com oito anos de idade e o cabelo na cintura. O avô da criança se negou a cortar o cabelo, pois segundo ele, não tinha dinheiro para ofertar e isso poderia desonrar a vida da criança. Ao retornar ao Brasil, o filho assistiu em um programa de televisão o caso de uma menina que nunca havia cortado seu cabelo e que ao vendê-lo na televisão conseguiu comprar uma casa para os seus pais. Erick começou a alimentar os seus desejos de consumo a partir daquilo que viu na televisão. Ele não trazia seus amigos da escola em casa porque tinha vergonha de seu lar. O menino queria reformar seu quarto de dormir, ganhar um celular, um video-game, um guarda-roupa e um computador. O cabelo de Erick foi crescendo e ele foi sofrendo todo tipo de violência psicológica na escola por causa de sua imagem, o que fez com que fosse se revoltando consigo próprio e com a mãe. Mas ainda assim, não queria cortar o cabelo pois acreditava que a venda dele lhe traria os objetos de consumo necessários para a construção de sua auto-estima.Erick era atingido por todos os lados: por sua condição de filho de migrantes bolivianos sofrendo com a xenofobia e sendo agredido pelos valores capitais de tempos em que o ter define o seu valor dentro da sociedade. O corpo de Érick estava envolvido no campo de batalha que se tornou a cidade a partir da perda de valores identitários culturalmente em detrimento da sua construção enquanto indivíduo social dentro de uma sociedade que alimenta cada vez mais o poder de consumo como um poder pessoal.A dor de Érick se apresentava no choro farto de sua mãe e no peso dos cabelos que carregava em sua cabeça. O menino agora queria ir até o fim e provar para si e, sobretudo, para os outros que tudo aquilo lhe levaria até a imagem que gostaria de ter de si próprio.

 

 

FINANCIAMENTO COLETIVO Essa história que se mistura com a história da América Latina precisa ser contada, recontada, compartilhada, propagada para que não se repitam as tradições da colonização. Toda verba arrecadada será para pagar a pauta das apresentações e remunerar os artistas envolvidos! Serão 12 apresentações, todas as SEGUNAS & TERÇAS de JULHO 2019 e duas datas em AGOSTO. 

 

 TEMPORADA JULHO100 pessoas por sessão 

  •  1º Semana - 1 e 2 de JULHO
  •  2º Semana -  8 e 9 de JULHO
  • 3º Semana - 15 e 16 de JULHO
  • 4º Semana - 22 e 23 de JULHO
  • 5º Semana - 29 e 30 de JULHO
  • 6º Semana - 5 e 6 de AGOSTO

FICHA TÉCNICA 

Grupo: Coletivo Estopô Balaio Dramaturgia e Encenação: João Batista Junior Colaboração Dramaturgica: elenco Direção: João Batista Junior e Juão Nÿn Produção: Coletivo Estopô Balaio Ast de Produção: Wemerson Nunes Elenco: Ailton Barros, Amanda Preisig, Ana Carolina Marinho, Adrielle Rezende, Anna Zêpa, Bárbara Santos, Bastian Thurner, Carol Piñeiro, Bruno Fuziwara, Gustavo Vicente, Júlio Lorosh, Tatiana Caltabiano. Cenografia: João Batista Junior e Anderson Galdino Iluminação:  Rodrigo Silbat Figurinos:  Sandra Pestana Fotografia: Lucio Telles Maquiagem:  Elenco Biografados: Erick e Martha Zelaya Direção de Movimento: Bruna Longo Coreografias: Jhonny Salaberg Preparação Corporal: Bruna Longo Direção de Arte: João Batista Júnior e Juão Nyn Criação Musical: Juão Nyn, Júlio Lorosh e Filipe Ramos. Projeção Mapeada: Flávio Barollo Sonoplastia:  Júlio Lorosh, Gustavo Vicente e Bruno Fuziwara

 

 


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