Abas primárias

Ultramutantes - BIKE INDOOR - APAE/BÚZIOS-RJ

ONGs - Armação dos Búzios, RJ

1 - Os Ultramutantes:

A equipe “ultramutantes” é fruto de uma ideia simples: a integração de indivíduos por meio do esporte. https://youtu.be/NXsbVGiezWs

Integração, repito, não a segregação ou tratamento diferenciado. https://youtu.be/98oM-dlK6k0

Quantas pessoas não se inspiram ao assistir os Jogos Paralímpicos e acabam por deixar de reclamar de seus obstáculos pessoais?

Os exemplos de superação observados em tal evento global são indescritíveis e tem o poder de motivar qualquer pessoa que, considerada sem limitações físicas ou cognitivas (“normal”), ao ver um cadeirante jogar basquete ou um rapaz sem braços nadar os cem metros, concluem que não tem o direito de se apoiar em suas desculpas (falta de motivação, excesso de peso, idade) e se sentem mais motivadas a enfrentar as tarefas diárias.

Mas e se essa motivação estivesse sempre ao lado nos treinos e competições? Integração.

Para quem pratica natação, por exemplo, é fácil entender o seguinte exemplo.

Numa competição de nado livre de 50 (cinquenta) metros (ida e volta numa piscina semiolímpica, aquela que a gente costuma treinar todos os dias), considerando o recorde pan-americano de Fernando Scherer (o “Xuxa”) e o melhor tempo do nadador paralímpico Daniel Dias, o primeiro chegaria pouco mais de nove segundos na frente do segundo (22,22 segundos x 31,90 segundos) .

E Daniel não tem os dois antebraços, nem as duas mãos. Ah, lhe falta uma perna também. O “Xuxa”, como todos sabem, não tem limitações físicas aparentes.

Então pense aí com seus botões: por quanto tempo você costuma esperar seus colegas de treino no final daquele “tirinho” de cinquenta metros? Cinco segundos, vinte, trinta? E não seria legal ter o “Daniel” do seu lado para que você, no próximo, se esforçasse um pouco mais?

Essa é a ideia do movimento: integração.

E agora, como já estamos há dois meses em atividade com os treinos de natação, precisamos de ajuda para criar o centro de ciclismo indoor. Para mostrar nossa dedicação e comprometimento, lançamos o desafio insano https://youtu.be/jtsYPZONsZM

Uma maratona de sete dias de atividades esportivas, com participação no campeonato brasileiro de triathlon, uma bike trip de Buzios/RJ até Brasília/DF e participação no campeonato estadual de duathlon (RJ). Tudo em sete dias. Só para chamar a sua atenção e pedir ajuda. E serão um deficiente e um normal, juntos, na bike trip, servindo de inspiração um ao outro: integração.

2 - Apresentação do autor do projeto:

Desde os dois anos de idade, minha querida e insuperável mãe entendeu o que seria integração. Aula de natação, judô, futebol, ginástica olímpica, escola. 

“– De camiseta, moleque! Tira essa mão do bolso! Tá quente pra casaco, filho!”.

Essas eram as frases que eu mais ouvia antes de ira para a escola, para as festinhas e para os treinos.

É, não tão graves como as do “Daniel”, também tenho as minhas limitações físicas: não tenho o peitoral direito, meu braço é curto e minha mão é bem pequenininha (meus filhos chamavam de mão de bebê...).

Mas, lembra do que falei sobre minha mãe e a integração?

Pois bem. Nunca treinei ou estudei em instituições voltadas para “deficientes”, “atletas especiais”, “pessoas com limitações”. De novo, a “velha” sabia das coisas: integração.

Hoje, eu agora ocupando o lugar do “velho”, descobri que ela tinha razão. Por isso quero ajudar a espalhar a ideia da integração, por meio do esporte.

Já ia esquecendo: sou campeão geral do ano de 2017 do circuito “Ultra Desafio” (UD), conjunto de ultramaratonas de trilhas (com a prova principal de 120km, em Passa Quatro/MG, tendo completado tal corrida em menos de dezesseis horas) .

Sim, campeão geral, não de categoria, não dos deficientes, não da faixa etária. Integração, lembra?

Também já completei diversas provas de natação, maratonas, ultramaratonas, triathlons, incluindo um IronMan “full” e ciclismo, num total de mais de cento e cinquenta provas em doze anos (coloca no “google”) (risos). Mas isso pouco importaria se não fossem os diversos colegas sem limitações físicas que treinavam e competiam comigo, ajudando e sendo ajudados, inspirando e sendo inspirados.

Integração.

3 - O centro de ciclismo indoor:

Pensado de modo a utilizar mountain bikes em rolos de ciclismo, numa pequena varanda envidraçada que será construída ao lado da piscina que já utilizamos na APAE de armação dos Buzios/RJ, poderemos, além de desenvolver técnicas de ciclismo, trabalhar com a transição - necessária para os triathlons -e utilizar as mesmas bikes para as provas futuras, o que não seria possível se instalássemos bicicletas de spinning. Serão cinco bikes em quatro rolos simples de treinamento. Um dos rolos deverá ser com integração voltada a programas de treino e simulação de circuito, inclusive com simulações de subida (o app Zwift, por exemplo, com um rolo Elite Qubo Smart B+).

Conseguindo arrecadar valores suficientes, poderemos, ainda, construir o gradil do entorno da piscina e investir em duas esteiras, para os treinos de corrida, construir vestiário e arquibancada integrados, devendo ser frisado que todas as obras, equipamentos e acessórios, mesmo no caso de término da equipe ultramutantes, por contrato já existente, ficarão com a APAE de Armação dos Búzios/RJ, para usar como lhe aprouver, assim como o aluguel mensal que a equipe paga atualmente (por se “mecenas”) (risos). Ah, os custos atuais com os treinadores são também arcados pelo “mecenas”. Os atletas deficientes NÃO PAGAM NADA PARA TREINAR.

HOJE, JÁ SÃO 27 deficientes que, junto com cinco atletas “normais” e sete treinadores, precisam da sua ajuda para continuar integrando pessoas pelo esporte!

 

 


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Raphael Baddini de Queiroz Campos
  Raphael Baddini de Queiroz Campos
  

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