JARDIM DAS ERVAS SAGRADAS - SOS PIAÍ
SOS PIAÍ - JARDIM DAS ERVAS SAGRADAS
Rio de Janeiro - RJ
VaquinhaMeio ambienteEducação
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O projeto JARDIM DAS ERVAS SAGRADAS é uma proposta de Educação Ambiental e Antirracista. Ele propõe a criação de espaços e ações pedagógicas para o envolvimento e compreensão das pessoas da comunidade sobre as questões ambientais que atingem o espaço em que elas vivem. Por um lado, envolve a urgente e explicita necessidade de recuperação do Canal do Piaí cuja situação atual é de abandono e de destino de lixo e esgoto. Por outro lado, é a criação de um jardim que sirva como local de referência para a comunidade sobre a importância das questões ambientais como processos que transformam o mundo começando por nossas próprias comunidades.

O projeto como proposta de Educação Ambiental compreende que entender o Meio Ambiente acaba por ser um desafio maior. Primeiro, temos que reconhecer a ideia de que o Meio Ambiente não significa uma coisa, um objeto ou um espaço, mas várias formas de conhecer. Segundo, ao entendermos o Meio Ambiente como formas de conhecer, não podemos silenciar o Racismo Ambiental que atravessa grande parte de nosso contemporâneo conhecimento ambiental.

Dado o contexto racista e de intolerância religiosa em que as religiões de matrizes afro-brasileiras são vítimas em nosso país, a escolha das ervas que irão formar o jardim são parte do conhecimento dessas religiões sobre o Meio Ambiente, colocando, assim, a Educação Ambiental também como uma forma de Luta Antirracista.

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O projeto JARDIM DAS ERVAS SAGRADAS será realizado na área do Canal do Piaí no bairro de Sepetiba na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, Brasil. 

Desde os anos 1990, as praias da região foram tomadas pelo esgoto vindos de rios locais, como o Rio Guandu, e de metais pesados como o zinco e o cádmio lançados nessa região da Baía de Sepetiba após vazamento do reservatório abandonado da extinta Cia. Mercantil Ingá do Porto de Itaguaí, o que causou um drástico assoreamento da orla, formando grandes manguezais e línguas negras, e a alta poluição das águas, tornando as praias impróprias para banho e prejudicando também a pesca local, isto é, prejudicando a principal atividade econômica do bairro.

Atualmente a situação de poluição do Canal do Piaí tem se agravado e embora haja planos governamentais que prometem dotar a região de sistemas de saneamento, notadamente esgotamento sanitário, com tratamento, permitindo a continuação da urbanização das vias por meio de pavimentação e microdrenagem, nada tem sido feito. Mesmo a revitalização da praia de Sepetiba, obra do governo Estadual em parceria com o INEA, para a retirada de toda a vegetação invasora da praia e o lodo existente, e devolver a faixa de areia antes poluída e tomada por línguas negras, não saiu do papel. 

Os problemas ambientais não podem mais ser vistos apenas do ponto de vista da ecologia e como alterações naturais do planeta, uma vez que ficou claro que o ponto de origem dessa crescente crise ambiental está ancorado no modelo predominante de produção econômica. Estamos enfrentando um planeta convulsivo com um alto risco de precipitação, no qual os processos naturais aceleraram a tal ritmo que não foi possível imaginar respostas para enfrentá-los. Isto é, uma crise que excede as capacidades de reverter o conflito.

Por outro lado, abordar discussões sobre meio ambiente e racismo representa um desafio prático-teórico e envolve relacioná-las como consequência do modelo capitalista. Isto é, não se trata apenas de salvaguardar o Meio Ambiente como fonte das possibilidades de vidas humanas e não-humanas – contra obviamente aos movimentos extrativistas do modelo econômico atual, que se reproduz no consumo inconsequente do Meio Ambiente e dos processos de reprodução de vida –, mas trata-se também de reconhecermos como voz política outras relações materiais, éticas e espirituais com o Meio Ambiente presentes, para o nosso projeto, nos modos de ser e estar no mundo dos terreiros afro-brasileiros e dos povos originários. São esses conhecimentos que também precisam ser levados em conta quando das discussões de ações ambientais e criação de políticas públicas ambientais.
Nesta primeira fase do projeto, iremos estruturar e criar o JARDIM DAS ERVAS SAGRADAS que sirva como espaço de discussão, de ensino e de referência para a comunidade sobre a importância das questões ambientais e suas relações com o bem-viver de todas e de todos, com a pluralidade de conhecimentos e crenças e, sobretudo, com a preservação da vida. Iremos estruturar o solo e o espaço para receberem as mudas que serão plantadas no local. O valor arrecadado será destinado para os insumos e ferramentas necessários para essas atividades bem como para sua manutenção.

O projeto foi idealizado por Heloísa Helena Costa Berto, Ialorixá Luizinha de Nanã. Militante de Direitos Humanos contra o racismo institucional, o racismo religioso, o racismo ambiental. Luta pelo incentivo à educação do povo negro e da mulher negra, através de programas socio ambientalistas e na luta contra a poluição das águas, mangues e matas.

Participante ativa na luta contra as expulsões realizadas pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, por ocasião das Olimpíadas Rio 2016, que culminou na retirada violenta de cerca de 76.000 pessoas de suas moradias. Ex-Integrante do movimento Liberte Nosso Sagrado junto às instituições públicas estaduais e federais, na defesa do direito da população negra de reaver sua herança ancestral (artefatos e objetos sagrados apreendidos pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro). Participante do documentário “Libertem Nosso Sagrado”.

Integrante do corpo de militantes da Front Line Defenders, Organização Não-Governamental (ONG) europeia que atua na proteção de Defensores de Direitos Humanos.

Primeira liderança condecorada com o Prêmio Dandara (2015), concedido pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) às mulheres negras, indígenas e caribenhas que atuam em defesa dos Direitos Humanos dos povos tradicionais. Ganhadora da Comenda Pedro Ernesto (2015), conferido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em virtude da atuação em defesa dos Direitos Humanos no combate às violências ocorridas na Vila Autódromo durante as remoções nas Olimpíadas Rio 2016. Agraciada com Moção Honrosa nos anos de 2016 e 2017 pela Câmara Municipal de Niterói, pela atuação em defesa da luta pela ancestralidade Afro-brasileira.

Apresentou relatório de denúncia a ONU em 2018 fornecida ao Sr. Danny Glover - Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas – sobre violência, agressões e assassinatos contra templos e integrantes de religiões de matrizes afro-brasileiras no Brasil. Integrante do grupo ONU Mulheres.

Luta em defesa dos Quilombos e povos das regiões das Vargens da baixada de Jacarepaguá, Area dos Alagados, através da Teia de Solidariedade Zona Oeste.

Será Embaixadora junto à Rede Afroambiental na Rio +30 em 2022.

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