Em 2021 fui atropelado por um motorista embriagado e perdi minha perna esquerda. Foram anos de cirurgias, depressão e algumas limitações permanentes, impactando minha vida em todos os níveis. Desde então, venho reconstruindo minha história, buscando um novo ritmo para continuar.
Mas ainda falta um passo importante: uma prótese adequada, que me permita viver com mais autonomia, mobilidade e independência.
Por isso, estou iniciando esta campanha e contando com sua ajuda para continuar essa caminhada, um passo de cada vez.
Se você não puder contribuir financeiramente, compartilhe essa campanha. Isso já é uma grande forma de apoio. Agradeço de coração a cada pessoa que caminhar comigo nesse projeto!
Meu primeiro passo começa com o seu.
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Em Julho de 2021 fui atropelado por um motorista embriagado, no município de Itapema - SC. Tive múltiplas paradas cardiorespiratórias a caminho do hospital, traumatismo craniano grave, fraturei ossos da face, perdi dentes, quebrei a perna e o tornozelo direito, mas os maiores danos foram na perna esquerda, que quebrou em muitas partes, perdeu irrigação sanguínea e foi necessário realizar uma amputação. Era minha única chance de continuar vivo.
Ainda assim, de acordo com o que os médicos informaram minha família antes da cirurgia, eu tinha apenas 2% de chances de sobreviver. Tive uma crise renal, que atrasou a cirurgia de amputação, preocupando ainda mais a equipe. Fiz hemodiálise, deu certo, e finalmente puderam fazer a cirurgia de amputação. Fiquei algumas semanas em coma, depois mais algumas semanas no internado para tratar uma infecção hospitalar seguida de uma tromboembolia. E sobrevivi.
Os meses seguintes foram marcados por muita dor física e também depressão. Ossos em formato de espinhos começaram a crescer na região amputada, machucando a carne por dentro, uma dor que durou nove meses, até eu fazer uma nova cirurgia para remover mais uma parte do osso (uma nova amputação, diminuindo ainda mais o comprimento do fêmur).
Tive o apoio dos meus pais Gerson e Roseli e da minha irmã, Sibele que deixaram suas vidas em SP e vieram imediatamente para SC e deixaram tudo pra trás para ficarem mais perto de mim. Sobretudo, tive a presença constante da minha companheira, Gabriela, que permaneceu ao meu lado em todos os momentos, principalmente quando a vida pareceu ter perdido sentido e significado pra mim e eu causei muita dor pra ela. Ela também salvou minha vida.
Quando comecei a retomar um contato com a vida sem tanta dor física, recebemos o diagnóstico de câncer de pâncreas da minha mãe. Eu ainda elaborava meu luto pessoal, mas havia uma nova batalha a ser travada. E lutamos juntos, lado a lado, por 6 meses.
Apenas ano passado, em 2025, foi que começou a ser possível eu elaborar e ressignificar toda essa carga de experiências de dor e perdas em uma nova consciência e uma nova postura diante da vida. Retomei meu contato com a natação, um esporte que desde os 12 anos eu pratico, voltei a tocar violão e bateria e apreciar música novamente, algo que sempre amei e comecei a estudar psicologia, um curso que eu ia começar em Agosto de 21 mas foi interrompido pelo acidente.
Mas o principal é que eu parei de me perguntar "por que aquilo aconteceu comigo" e passei a perguntar "o que tudo aquilo pode me ensinar hoje?". Hoje, me sinto mais inteiro do que antes do acidente, porque aprecio cada segundo sem dor, aprecio ter a chance de estar vivo e poder continuar tentando, lutando pelo que quero e pelo que eu amo.
Mas, apesar disso, sinto diariamente os impactos das limitações que faz a falta de uma perna. Faço muitas coisas sozinho e me adaptei, dentro do possível, mas me canso muito se preciso ficar em pé por mais de 5 min. Meu pé começa a inchar, dói o tornozelo e também a região lombar, que fica ativada para compensar a falta de apoio. Dependo de muletas, subo e desço com elas, mas tenho bursite nos ombros por conta do esforço constante de uso das muletas, é desconfortável.
Eu sobrevivi ao acidente, ao desconforto, à dor física e emocional, à perda de sentido e também sobrevivi à perda da minha mãe no meio disso tudo. Agora, o que eu mais preciso, é continuar minha jornada com um novo ritmo, e essa prótese vai tornar possível eu ter um recomeço, uma nova vida.
A jornada é minha, mas o primeiro passo é seu!
Moldagem e Medição: É realizada a moldagem do membro residual que servirá como base para a prótese. São realizadas medições precisas para garantir um ajuste adequado.
Construção da Prótese: O protesista fabrica o encaixe com materiais de alta qualidade de acordo com a indicação para cada paciente, proporcionando conforto e uma vida com mais funcionalidade.
Ajustes e Testes: É realizada a prova e treinos de marcha em barra paralela, rampa e escada, acompanhado de um profissional da área que evoluirá o paciente com excelência.
Acompanhamento: A prótese requer manutenção periódica e ajustes de acordo com cada paciente. É importante ressaltar que o processo de reabilitação possui necessidades únicas. Nossa equipe de profissionais especializados desempenham um papel vital em ajudar esses pacientes a recuperar sua mobilidade e retornar as suas atividades de vida diária.
Sobre o Victor:
Eu me chamo Victor, tenho 37 anos e tinha 32 quando perdi minha perna. Sou nadador paralímpico, formado em relações internacionais e atualmente cursando psicologia. Toco violão e bateria, gosto de nadar no mar, gosto de literatura e cinema, e sei fazer a melhor pipoca do mundo.
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