Meu nome é Beatriz Moraes Santos, sou formada em Administração Pública pela FGV e escrevo aqui para pedir ajuda em um momento muito difícil da minha vida.
Venho de uma família simples. Sou mulher negra, filha de mãe solo, criada com muito esforço, dignidade e apoio coletivo de outras mulheres. A educação sempre foi vista como o caminho possível para mudar nossa realidade, e foi com esse sonho que entrei na FGV, em 2017, por meio de um financiamento estudantil, já que não havia bolsas suficientes para estudantes de baixa renda.
Aceitei esse financiamento acreditando que conseguiria honrar o compromisso no futuro. O que não me foi dito, e o que muitos estudantes só descobrem depois, é o quanto essa dívida pode crescer e se tornar impagável, mesmo para quem trabalha, se forma e segue tentando.
Hoje, essa dívida está judicializada, com cobranças agressivas, valores corrigidos, juros e pouca abertura real para negociação. Já consegui quitar cerca de R$ 175 mil com a instituição, sempre com ajuda de terceiros, doações e muito esforço. Mesmo assim, sigo com um saldo alto em aberto e novamente sob processo judicial.
O impacto disso não é apenas financeiro. É emocional, psicológico e estrutural. Vivo com medo de que as consequências desse processo atinjam minha mãe, minha fiadora, que tem renda baixa e construiu muito pouco ao longo da vida. Vivo sem conseguir planejar o futuro, estudar mais, investir na minha carreira ou sequer respirar sem a sensação constante de ameaça.
Atualmente trabalho no setor público, na Procuradoria Geral do Estado, buscando seguir meu propósito na administração pública. Ainda assim, meu salário não comporta os valores exigidos nos boletos e nas negociações impostas. Pagar essa dívida, nos moldes atuais, significaria abrir mão do básico para viver.
Doando qualquer valor
Compartilhando essa campanha com pessoas de bem
Oferecendo apoio jurídico ou oportunidades profissionais, se puder
Educação não deveria ser uma armadilha financeira. Uma fundação cujo propósito nunca foi o lucro não deveria transformar sonhos em processos judiciais — e, infelizmente, essa é uma realidade que hoje atinge dezenas de ex-alunos, em sua maioria de origem pobre.
Se você puder ajudar, saiba que cada contribuição é um gesto concreto de solidariedade e justiça. Obrigada por ler, por se importar e por qualquer apoio.
Com gratidão,
Beatriz Moraes Santos
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Quando aceitei o financiamento estudantil para cursar a FGV, eu tinha 18 anos e nenhuma referência próxima que tivesse passado por uma universidade privada desse porte. A decisão foi tomada com base na confiança de que a educação seria o caminho para construir autonomia financeira e retribuir tudo o que minha família sempre fez por mim.
O que não estava claro naquele momento é que esse tipo de financiamento, especialmente para estudantes de baixa renda, pode se transformar em uma dívida crescente, corrigida por juros e com pouca margem de negociação real. Mesmo trabalhando durante a graduação, estagiando e, depois de formada, sendo efetivada na própria instituição, os valores cobrados sempre estiveram muito acima da minha capacidade de pagamento.
Ainda assim, nunca me neguei a pagar. Ao longo dos últimos anos, com muito esforço e com ajuda de pessoas que acreditaram em mim, consegui quitar valores altos da dívida. Cada pagamento foi feito com o objetivo de evitar a judicialização e proteger minha mãe, minha fiadora, que tem renda limitada e construiu sua vida com muito sacrifício.
Hoje, enfrento novamente um processo judicial em execução, com cobranças agressivas, que afetam diretamente minha saúde mental, meu planejamento de vida e minhas possibilidades profissionais. Essa situação tem sido um grande impeditivo para seguir estudando, buscar melhores oportunidades e construir o futuro que a educação prometia viabilizar.
Essa campanha nasce da tentativa de interromper esse ciclo. Não se trata de escapar da responsabilidade, mas de buscar condições possíveis e humanas para pagar uma dívida que, da forma como está, só se perpetua.
Se você chegou até aqui, obrigada por dedicar seu tempo e sua atenção. Esse apoio, de qualquer forma, já faz diferença.
Minha meta é arrecadar R$ 25.000, valor necessário para:
dar uma entrada,
tentar negociar parcelas possíveis,
interromper a judicialização e o ciclo de cobranças.
Esse valor não quita a dívida, mas pode ser o ponto de virada para que eu volte a ter algum controle sobre minha própria vida.
Campanha Flexível
Destaque
1º Kick
R$ 150,00
Maior Kick
R$ 350,00
+ Recente
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de brasileiros participando na Kickante
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