Todo ano, mais brasileiros envelhecem. Poucos envelhecem acompanhados.
O Brasil está envelhecendo rápido. Em 2050, será um dos países com maior proporção de idosos no mundo. Muitos vão morar em asilos — não por abandono, mas porque a vida moderna torna cada vez mais difícil para as famílias cuidar de quem amam em casa.
Nesses asilos, a estrutura existe. Os cuidadores existem. O que muitas vezes falta é o mais simples e o mais humano de tudo: companhia, conversa, estímulo, presença.
E a ausência disso mata. Estudos mostram que a solidão entre idosos tem o mesmo impacto na saúde do que fumar 15 cigarros por dia. Não é metáfora — é dado científico.
Ao mesmo tempo, jovens com energia, curiosidade e tempo livre ficam horas nas telas sem saber que a conversa mais rica do dia poderia estar a poucos quilômetros dali, num quarto de asilo, com alguém de 80 anos que cruzou o mundo, criou uma família e ainda tem muito a ensinar.
O Jogo da Vida cria a ponte entre esses dois mundos. Um tabuleiro no centro da mesa, e de um lado um jovem aprendendo empatia e paciência. Do outro, um idoso com os olhos acesos, a mente ativa e a certeza de que ainda importa.
Isso não é caridade. É troca. É cultura. É o jogo mais bonito que existe.
Seu apoio não compra um jogo. Compra um domingo com companhia para quem não teria nenhuma. 🎲
É muito fácil participar.
Finalize em segundos!
Mais de 2 milhões de brasileiros
Pagamento seguro
Parcele em até 12X
Um projeto que nasceu em casa — e quer chegar longe.
Tudo começou quando eu comecei a ver meus avós envelhecendo. Vi a dificuldade, a dor, mas também percebi algo que ninguém fala muito: o vazio. O tempo que passa devagar. A falta de novidade, de estímulo, de alguém para sentar do lado e fazer alguma coisa junto.
Fui pesquisar. Descobri os asilos. Pedi para visitar um. E quando entrei pela primeira vez, o que mais me marcou não foi a estrutura nem os cuidadores — foi o silêncio. Moradores sentados, olhando para o corredor, esperando alguma coisa acontecer.
Foi aí que pensei: e se a gente fosse até lá jogar com eles?
Mas não qualquer jogo. Pesquisando, descobri que existem educadoras que pesquisam jogos de diversas culturas do mundo e os ensinam para crianças. Fiquei encantada. Entrei em contato. E foi aí que o projeto ganhou uma alma — porque cada jogo que a gente leva ao asilo vem com uma história. De onde veio. Como vivem as pessoas que o inventaram. O que elas valorizam.
Um domingo jogando Mancala não é só uma tarde de passatempo. É uma viagem à África. É uma conversa sobre sementes, colheita e estratégia. É um idoso que nunca saiu do Brasil descobrindo que existe um mundo imenso de culturas que jogam, que pensam, que criam.
E os jovens? Saem diferentes. Mais pacientes. Mais atentos. Mais humanos. Porque tem coisas que só se aprendem ao lado de quem já viveu muito.
O Jogo da Vida começa em 2026 com um asilo, um grupo pequeno de voluntários e muita vontade. Mas o plano é crescer. A cada ano, mais asilos, mais jogos, mais jovens. E quem sabem em alguns anos, os próprios jovens vão produzir os kits de jogos usando impressoras 3D e cortadoras a laser em FabLabs públicos de São Paulo — para distribuir de graça para cada asilo do projeto.
Tudo isso começa agora. Com a sua ajuda.
Remuneração da educadora — A educadora será o adulto responsáve pelo projeto. Ela pesquisa jogos de diversas culturas e vai treinar os jovens voluntários antes de cada ciclo de visitas — ensinando não só as regras, mas a história e a cultura por trás de cada jogo. Esse é o trabalho profissional dela e precisa ser remunerado. Valorizar quem faz isso com competência é parte de construir um projeto sério.
Compra dos primeiros jogos — Vamos adquirir os quatro jogos do primeiro ciclo: Mancala (África), Go (Japão/China), Carrom (Índia) e Dominó (global). Cada kit fica no asilo após o ciclo, para que os moradores e cuidadores continuem jogando durante a semana, entre uma visita e outra.
Organização e embalagem dos kits — Cada jogo vai acompanhado de um cartão com a história e a cultura do povo que o criou. Esse material transforma o jogo numa experiência cultural completa.
Quem está por trás do Jogo da Vida
Meu nome é Sara Kubric Mosca, tenho 14 anos e estou no 9º ano em São Paulo. Não sou especialista em nada ainda — mas sou muito curiosa, me importo com as pessoas e acredito que jovens podem criar coisas que importam de verdade, mesmo começando pequeno.
Esse projeto nasceu de uma inquietação pessoal. Ver meus avós envelhecendo me fez querer entender melhor essa fase da vida. E quando fui entender, não consegui ficar parada. Precisava fazer alguma coisa.
A educadora —
Teremos a parceria de uma pesquisadora e educadora especializada em jogos de diversas culturas do mundo. Ela já leva esse universo para crianças em escolas de São Paulo e é a pessoa que vai dar profundidade ao projeto — porque no Jogo da Vida, cada jogo é também uma aula de história, geografia e humanidade.
A psicóloga
Antes de começarmos as visitas ao asilo, os jovens voluntários vão ter um encontro com uma psicóloga especializada em idosos. Ela vai preparar o grupo para interagir com respeito, paciência e sensibilidade — porque visitar um asilo exige mais do que boa vontade. Exige preparo.
Os voluntários
O grupo inicial é formado por 3 a 4 jovens do ensino médio, colegas e amigos que toparam se comprometer com visitas semanais ao asilo. São pessoas que poderiam estar em qualquer lugar no domingo de manhã — e escolheram estar lá.
O asilo parceiro
Estamos em processo de fechar parceria com o primeiro asilo da cidade que vai abrir as portas para essa experiência. A ideia é começar com um, provar o conceito, aprender com os erros — e então crescer.
Somos poucos. Somos jovens. Mas temos um projeto bem pensado, pessoas incríveis do lado e muita determinação.
Obrigada por acreditar junto com a gente. 🎲
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