A história de um bebê que lutou desde antes de nascer — e de uma mãe que nunca largou a mão dele.
Durante a gestação, Joaquim ficou em posição transversal por quase nove meses. Em uma ultrassonografia próxima ao fim da gravidez, a médica foi chamada por causa do tamanho da circunferência cefálica do bebê — levantou-se a hipótese de macrocrania, que não pôde ser confirmada ou descartada naquele momento.
Na madrugada do dia 8 de novembro de 2025, após 11 horas de trabalho de parto, o Joca nasceu de cesárea de emergência por sofrimento fetal. Chegou ao mundo intensamente cianótico — todo roxo — e com arritmia cardíaca. A Tatiana, exausta e com o coração na garganta, ainda teria muita luta pela frente.
Logo nos primeiros meses de vida, a cabeça do Joca chamava atenção. Em janeiro, um pediatra particular, ao examinar Joaquim, foi direto: busque um osteopata. Era o primeiro sinal de que a investigação precisaria ir mais fundo.
Aos poucos, os diagnósticos foram chegando: plagiocefalia severa (deformidade craniana grave), torcicolo congênito, atraso no desenvolvimento neuromotor e disfagia — dificuldade para engolir com risco real de o leite ir para o pulmão. Um quadro complexo, interligado, que exigia uma rede inteira de profissionais para ser enfrentado.
A Tatiana é mãe solo do Joca e da Manu, de 9 anos. Quando percebeu que não conseguia conciliar o trabalho com os cuidados que o filho precisava, tomou uma decisão difícil: pediu demissão. Desde então, vive com o apoio da sua igreja e busca se reerguer com trabalhos remotos.
Ela nunca reclamou. Nunca desistiu. Navegou sozinha por consultas, encaminhamentos, filas de espera e uma longa fila do SUS — sempre com o Joca no colo e a Manu do lado. É uma pessoa de bom coração, dedicada e batalhadora, que agora, pela primeira vez, precisa pedir ajuda.
Em março de 2026, a Tatiana chegou até a Dra. Natália Folco, osteopata pediátrica, que acolheu a família com dedicação e humanidade. A partir daí, o Joca passou a contar com uma equipe multidisciplinar: fisioterapia motora com a Dra Isabella Pitta, fonoaudiologia com a Dra Alecsandra e osteopatia — tudo de forma solidária e gratuita na clínica Phases Saúde Integrada, por profissionais que acreditaram nele.
O Joca evoluiu. Mas chegou a um ponto decisivo: a ressonância magnética com sedação, solicitada com caráter URGENTE por duas especialistas diferentes, ainda não saiu pelo SUS. E o tempo, aqui, é um fator crítico.
A neurologista que acompanha o Joca precisa descartar — ou confirmar — a craniossinostose: uma condição em que as suturas do crânio fecham cedo demais, comprimindo o cérebro em crescimento.
O resultado define tudo. Se houver craniossinostose, o Joca precisará de cirurgia — e a janela cirúrgica ideal é antes de 1 ano de vida. Se não houver, o tratamento é o capacete ortopédico, que também precisa começar o quanto antes. Cada mês sem diagnóstico é um mês perdido.
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O Joca tem 7 meses e um futuro inteiro pela frente. Vamos fazer ele chegar lá com tudo que precisa. 🧡
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