O que existe entre? Nada e muita coisa. Os limiares sob os limites.
Esse pequeno nada, talvez, tão importante e crucial. (Kuniichi Uno)
Este projeto busca viabilizar a criação de uma videodança que integra a parte prática da minha pesquisa de mestrado, desenvolvida ao longo dos dois últimos anos.
Considerando as videodanças como danças que só se realizam cinematograficamente — captadas pela câmera, organizadas pela montagem e comunicadas pela projeção — me dediquei a refletir sobre as consequências espaciais da transposição da dança cênica para a dança fílmica.
Tendo em vista que esse processo de desestruturação e reestruturação da dança pode diluir a dicotomia entre a concepção cinestésica de uma obra e a sua percepção visual, busquei entender de que modo seria possível convocar a participação ativa do público que assiste performances de dança na tela, levando-o a co-criar a imagem fílmica e a abandonar a passividade comumente associada ao espectador de cinema.
Dessa forma, me debrucei em minha pesquisa sobre o invisível na videodança: tudo aquilo que não aparece dentro nem fora do quadro e precisa ser imaginado — ou até coreografado — pelo espectador. Nesse contexto, o invisível não se opõe ao visível, mas o atravessa, organizando a experiência sensível do público e demandando que ele preencha as lacunas de uma dança que não se revela completa aos seus olhos.
O projeto conta com o apoio de uma equipe técnica e artística incrível que está dedicando seu talento e tempo para fazê-lo acontecer. Agora, entramos na fase de viabilização financeira.
Os recursos arrecadados serão destinados a:
– Ajuda de custo para a equipe
– Locação de equipamentos de filmagem
– Direção de arte e figurino
– Transporte e alimentação da equipe (gravaremos em um sítio, fora de São Paulo)
– Pós-produção e finalização (montagem, cor, trilha sonora)
Toda contribuição é fundamental e será celebrada com a inclusão do seu nome nos créditos finais do filme.
Agradeço desde já pelo apoio e pela divulgação!
Helena Bachur