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TEMPORADA DE ESTREIA DE CRIATURA, UMA AUTÓPSIA
TEMPORADA DE ESTREIA
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TEMPORADA DE ESTREIA DE  CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

TEMPORADA DE ESTREIA DE CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

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TEMPORADA DE ESTREIA DE CRIATURA, UMA AUTÓPSIA

Espetáculo solo de Bruna Longo, fricção entre o romance FRANKENSTEIN, OU O PROMETEU MODERNO e a vida de sua autora Mary Shelley.

Criatura, Uma Autópsia é um espetáculo solo da atriz Bruna Longo, fruto de dois anos de pesquisas dentro e fora da sala de ensaio. A produção deste espetáculo foi realizada sem patrocínios ou editais e fez uma linda temporada de estreia na Oficina Cultural Oswald de Andrade, de 9 a 31 de agosto,  também levada às próprias custas e obrigatoriamente gratuita, por se tratar de um espaço público. Faremos mais quatro apresentações extras nos dias 13, 14, 20 e 21 de setembro (não inclusas nessa campanha). Como a Oswald correu risco de fechar recentemente, concordamos em levar o espetáculo a esse importante espaço cultural da cidade sem recebermos cachê. Criamos esse projeto de financiamento coletivo para quem puder e quiser colaborar.  A contribuição de 30 reais, por exemplo, é o valor médio de um ingresso de teatros alternativos de São Paulo. Quem puder contribuir com o que for possível, dentro da realidade de cada um, agradecemos. Tudo o que for arrecadado será utilizado para cobrir exatamente o orçamento para pagar a equipe técnica (luz e som), divulgação (assessoria de imprensa e anúncio em guias de teatro) e a feitura de programas e banner para a temporada - o valor final já prevê a taxa obrigatória deste site. 

youtube:  Criatura, Uma Autópsia - teaser

 CRIATURA, UMA AUTÓPSIA teaser 2

Crítica do espetáculo por José Cetra: https://palcopaulistano.blogspot.com/2019/09/criatura-uma-autopsia.html

O ESPETACULO: 

A AUTOPSIA DE UMA OBRA, 

DE UMA AUTORA 

E DE UMA PERSONAGEM

Em 2013 a atriz Bruna Longo lê Frankenstein, ou O Prometeu Moderno, pela primeira vez. Assombrada pela absoluta solidão da criatura, o romance vira uma fonte de interesse que visita de tempos em tempos. Até a decisão, em 2017, de embarcar em uma adaptação da obra para o palco, a princípio um solo sob o ponto de vista da criatura. Mas os caminhos da pesquisa são frequentemente misteriosos. Por vezes busca-se algo e outra coisa nos encontra. Ao tentar falar da criatura cada ação, cada palavra, cada dor encontrava Mary Wollstonecraft Godwin (mais tarde Shelley), a jovem que escrevera o livro. Sua história se impunha através da narrativa que ela mesma escreveu. O trabalho em sala de ensaio inicia-se em fevereiro de 2018. A dramaturgia física é criada tendo como base duas narrativas: a do romance e a da vida de Mary Shelley, buscando os pontos de fricção, e tendo como recorte a presença constante da morte.  

 

Em junho de 2018, já em meio aos ensaios, a atriz é convidada pela Bodleian Libraries da Universidade de Oxford a ter acesso aos documentos originais (diários, cartas e manuscritos) de Mary Shelley e sua família, e visita todos os lugares relevantes à vida de Mary Shelley em Londres e Bournemouth (onde está o túmulo da família). Voltando à sala de ensaio, chega-se à versão final da dramaturgia. Dois anos depois do início da pesquisa, o espetáculo que nunca se propôs uma biografia da criatura ou tampouco da autora, tornou-se uma autopsia de um romance, de uma personagem revelando as entranhas, artérias, musculatura de dores pessoais e universais. 

 

 

MARY SHELLEY:

CRIADORA 

E CRIATURA

"Como eu, então uma menina, pude pensar 

e me debruçar sobre ideia tão terrível?" 

(Mary Shelley na introdução da edição de 1831 

de Frankenstein, ou O Prometeu Moderno.) 

Mary Wollstonecraft Godwin (Shelley) nasceu em Londres a 30 de agosto de 1797, filha de dois dos mais célebres intelectuais da época: Mary Wollstonecraft, considerada uma das precursoras do feminismo, e William Godwin, famoso filósofo político. Ambas figuras polêmicas e cujo estilo de vida causava assombro à sociedade inglesa. Wollstonecraft, antes de conhecer Godwin, havia tido um romance com o americano Gilbert Imlay e uma filha ilegítima, Fanny. Ela e Godwin viviam em casas separadas e casaram-se apenas quando ela descobriu estar grávida. Infelizmente, Wollstonecraft veio a falecer 10 dias após dar à luz Mary, em decorrência de febre puerperal. Godwin casou novamente, dessa vez com Mary Jane Clairmont, viúva com dois filhos: Charles e Claire, e criou Fanny como se fosse sua própria filha. Mary Wollstonecraft Godwin foi criada em uma casa abundante de discussões intelectuais e frequentada por pensadores e escritores, admiradores de seus pais. Leitora ávida desde a infância, costumava frequentar o túmulo de sua mãe no cemitério adjacente à Igreja de Saint Pancras, onde passava tardes estudando a vasta biblioteca que possuíam. Um dos admiradores de Godwin a visitar a família era Percy Bysshe Shelley, então um poeta famoso apenas por ter sido expulso da Universidade de Oxford. Os encontros escondidos com Shelley, a quem levava ao túmulo de Wollstonecraft, desencadeariam os eventos que levariam Mary a fugir de casa e eventualmente escrever seu primeiro romance.

 

A história da criação de Frankenstein é famosa e muito se escreveu sobre ela. Livros, textos teatrais, filmes. Shelley, Mary e Claire deixam a Inglaterra pela primeira vez em 1814, Mary provavelmente já grávida de sua primeira filha. Eventualmente Claire torna-se amante do famoso poeta Lord Byron e o trio parte, em 1816, ao seu encontro em uma vila às margens do Lago Genebra. O ano de 1816 ficou conhecido como o ano sem verão. Um ano antes erupções no monte Tambora, na India, afetam o clima de toda a Europa. Confinados dentro da Vila Diodati, Mary, Shelley, Claire, Byron e seu médico pessoal John Polidori, leem poesia, discutem ciência e a origem da vida e contam histórias macabras ao redor da lareira. O tédio traz a Byron a ideia do desafio: que cada um escreva uma história de fantasmas. Os famosos poetas logo abandonam o trabalho, mas Mary e Polidori persistem. E foi então, numa noite insone, como Mary mesma descreve na introdução à edição de 1831, que surge a ideia: "Eu via – com os olhos fechados, mas com uma penetrante visão mental -, eu via o pálido estudante de artes profanas ajoelhado junto à coisa que ele havia construído." Mary imediatamente inicia o trabalho e escreve a primeira frase que viria a se tornar a mais famosa do romance: “Foi numa noite soturna de Novembro que eu contemplei a realização da minha obra." 

Publicado em 1818, Frankenstein é considerado o primeiro romance de ficção científica. Duzentos anos depois, mais do que um livro, tornou-se um mito moderno, referenciado quando discutimos tudo aquilo que é criado a partir de partes desconexas ou sem harmonia, e quando falamos em manipulação da vida pelo homem "tentando fazer papel de deus”. Frankenstein, ou o Prometeu Moderno, pode ser lido como uma história fantástica ou como uma metáfora para a Híbris humana mas o caráter filosófico da obra, sobretudo na voz da criatura, aponta para temas ainda mais humanos e universais: A tragédia da criatura é a tragédia da solidão e da busca por pertencimento.

 

 

TEMPORADA:

Oficina Cultural Oswald de Andrade, Rua Três Rios, 363

De 09 a 31 de agosto - Sextas-feiras, 20:00, Sábados, 18:00

Sessões extras: 13, 14, 20 e 21 de setembro. Sextas-feiras, 20:00, Sábados, 18:00

70 minutos

Gratuito.

 

FICHA TECNICA

Concepção: Bruna Longo

Assistentes: Giovanna Borges e Letícia Esposito

Dramaturgia: Bruna Longo

Cenário: Bruna Longo e Kleber Montanheiro

Cinotécnica: Evas Carreteiro e Nani Brisque

Figurinos: Kleber Montanheiro

Objetos: Bruna Longo com colaboração de Larissa Matheus

Desenho de luz: Rodrigo Silbat

Operação de Som: Giovanna Borges / Leticia Esposito

Operação de Luz: Rodrigo Silbat / Giovanna Borges. 

Trilha: Bruna Longo

Fotos: Danilo Apoena / Guilherme Correa (flyer) 

Colaboradores artísticos: Larissa Matheus (provocações de dramaturgia), Lino Colantoni (edição de trilha), Mateus Monteiro (interpretação textual), Victor Grizzo (direção de arte) e Anna Toledo (canto). 

Mais imagens e informações sobre a pesquisa no instagram @espetaculo.criatura

BRUNA LONGO

Atriz, pesquisadora corporal, dramaturga. Mestre em Movement Studies pela Royal Central School of Speech and Drama – University of London, Reino Unido, 2010. Entre seus trabalhos mais recentes como atriz estão: Os 3 Mundos, com direção de Nelson Baskerville, no Teatro Popular do SESI (2018); Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo, de Cassio Pires sobre texto de Henrik Ibsen. Direção: Kleber Montanheiro (2016);Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Hollanda. Direção: Kleber Montanheiro (2014/15);Crônicas de Cavaleiros e Dragões, de Paulo Rogério Lopes. Direção: Kleber Montanheiro. Teatro Popular do SESI (2013);Kabarett, direção: Kleber Montanheiro (2012/14); Cabeça de Papelão,de Ana Roxo sobre conto de João do Rio. Direção: Kleber Montanheiro. Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Teatro de Taubaté em 2013 (2012/16); Cada Qual no Seu Barril, dramaturgia corporal de Bruna Longo e Daniela Flor. Direção: de Kleber Montanheiro. Indicada como melhor atriz ao prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem em 2012 (2011/2018); Carnavalha, de Bruna Longo. Direção: Kleber Montanheiro (2011); The Marriage of Medea. Direção: Eugenio Barba. Holstebro, Dinamarca (2008); Landrus & Cassia, escrito e dirigido por Brian O’Connor. Virginia, EUA (2007); Shentai – The Circus Must Go On. Direção: Martha Mendenhall. Virginia, EUA (2007); Ur-Hamlet. Direção: Eugenio Barba. Ravenna, Itália – Helsingør, Dinamarca - Holstebro, Dinamarca - Wroclaw, Polônia (2006/09). É também preparadora corporal e diretora de movimento, tendo trabalhado em projetos na Europa, Brasil e Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

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