Abas primárias

ABRACE O MURIQUI! Ajude a Muriqui Bonita

Meio ambiente - Alto Caparaó, MG
kicks
Arrecadados da meta de R$72.000,00
Campanha flexível

Esta campanha irá receber todas contribuições em 30/01/2019.

Recompensas

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Hoje vamos te contar uma história de esperança que começou a ser escrita em uma mata no entorno do Parque Nacional do Caparaó. Esta é a história da muriqui “Bonita”.

 

Há alguns anos, uma jovem muriqui deixou o seu grupo natal para encontrar um novo grupo de muriquis onde pudesse viver e se reproduzir. Seguindo seus instintos e o comportamento natural da sua espécie, um certo dia esta jovem muriqui deixou o seu grupo natal e partiu em busca de um novo lar que a aceitasse.

Tudo teria sido perfeito para Bonita mas, por causa da perda e fragmentação das florestas, ela saiu de casa e nunca encontrou ninguém. Bonita, ficou isolada em um pequeno fragmento de mata, menor que um campo de futebol, cercado de pastagens e plantações de café no entorno do Parque Nacional do Caparaó. Imagine só ter que passar o resto dos dias da sua vida sozinha, com poucos recursos para explorar, enfrentando todos os riscos de uma mata e ainda não ter ninguém para contar como foi o seu dia? Imagine só, não ter companhia para comer, dormir, abraçar, para se aquecer em um dia de chuva e nem mesmo responder aos seus chamados.

Essa tem sido a vida da muriqui Bonita... Uma vida em um mundo solitário.

 

Mas em maio de 2018, Bonita foi encontrada pela equipe do Parque Nacional do Caparaó que prontamente contatou os pesquisadores do Projeto Muriquis do Caparaó que também contatou o grupo de especialistas sobre os macacos muriquis! Agora, todos querem ajudar a Bonita a escrever um final feliz para sua história. E você também pode participar!!!

Vamos dar a Bonita uma nova chance de viver com outros muriquis! Para que isso aconteça, precisamos da sua colaboração. A translocação da Bonita para uma nova área com muriquis, é vital para o bem-estar dela e para a conservação da espécie, que está criticamente ameaçada de extinção. Queremos muito que ela e todos os outros muriquis tenham uma vida longa e feliz, e com muitos abraços correspondidos. Precisamos da sua ajuda para que isso aconteça!

 

PARTICIPE! VAMOS AJUDAR A BONITA A TER UMA SEGUNDA CHANCE!

COM SUA CONTRIBUIÇÃO, A BONITA PODE TER A CHANCE DE UM NOVO ABRAÇO DE MURIQUIS!

 

 

Veja só as recompensas que você pode receber ao abraçar essa causa!

 

 

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do mundo e ao mesmo tempo uma das áreas com maior riqueza de biodiversidade, sendo um local exclusivo para a existência de algumas espécies. Uma delas é o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o maior primata não humano das Américas, que está classificado como criticamente ameaçado de extinção.

Atualmente, existem menos de 900 muriquis-do-norte na natureza, distribuídos em pouco mais de 10 áreas remanescentes de Mata Atlântica. Estas áreas são em sua maioria pequenas e isoladas, e apenas cinco delas são consideradas prioritárias para a conservação da espécie em longo prazo. Dentre estas áreas, destaca-se o Parque Nacional do Caparaó.

Localizado na divisa dos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais, o Parque Nacional do Caparaó, gerido pelo ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, abrange um território de aproximadamente 31,8 mil hectares, sendo uma Unidade de Conservação de grande representatividade na preservação da Mata Atlântica. O Parque possui diversas espécies de flora e fauna, incluindo espécies endêmicas e espécies ameaçadas de extinção, como o muriqui-do-norte.

Os muriquis vivem em grupos compostos por vários machos e várias fêmeas, podendo chegar a várias dezenas de indivíduos em um único grupo social. Entre eles não existe uma dominância clara, não existem disputas agressivas por alimentos, por acasalamento ou mesmo local de dormida. Os muriquis são primatas muito sociais e os abraços são um comportamento típico da espécie. Todo esse estilo de vida pacífico e igualitário, faz com que os muriquis recebam o título de “macacos hippies” ou “povo manso da floresta”.

Na sociedade dos muriquis, os machos permanecem no mesmo grupo em que nascem e apenas as fêmeas migram para outros grupos. Antes de atingirem a puberdade, em média aos seis anos de idade, as fêmeas dispersam de seu grupo natal e saem pela floresta em busca de outros grupos de muriquis para se estabelecerem e criar seus filhotes. Este comportamento é essencial para evitar consanguinidade entre os indivíduos do mesmo grupo. Ou seja, evita que membros da mesma família cruzem entre si.

Entretanto, algumas fêmeas não encontram outro grupo de muriquis na mesma floresta ou se perdem durante este processo de dispersão. Em alguns casos chegam a se deslocar até outros fragmentos de mata isolados e não conseguem mais voltar, como pode ter acontecido com a Bonita há alguns anos atrás.

A translocação da Bonita para um local onde existam outros muriquis é de grande importância não só para melhorar o bem-estar e dar uma vida mais feliz a ela, mas também representa uma oportunidade única para a conservação da espécie, que além de sofrer com os efeitos da fragmentação e da caça, também sofre com a perda da diversidade genética. Neste sentido, mesmo a reintrodução de um único indivíduos de volta a população de muriquis pode trazer benefícios importantes para a espécie como um todo, contribuindo para aumentar a diversidade genética e a probabilidade de sobrevivência das populações remanescentes, que são em geral, pequenas e isoladas.

 

 

Projeto Muriquis do Caparaó é uma iniciativa de quatro pesquisadores conservacionistas, com apoio do Parque Nacional do Caparaó – ICMBio, que desde 2014 vem desenvolvendo pesquisas científicas, práticas de educação ambiental e ações direcionadas à conservação do muriqui-do-norte na região da Serra do Caparaó, interior de MG e ES.

O Projeto é gerenciado pela Organização Não-Governamental Rede Eco-Diversa para a Conservação da Biodiversidade e as ações em desenvolvimento vão de encontro com os objetivos e metas definidos no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira, e estão diretamente ligadas à pesquisa, educação e sensibilização ambiental, aumento e disseminação do conhecimento sobre os muriquis e a mata atlântica, além de promover uma relação harmoniosa entre as comunidades locais com os primatas.

Desde julho de 2018, a muriqui Bonita vem sendo monitorada por nossa equipe de pesquisadores em campo, com apoio do Programa de Conservação Muriquis de Minas financiado pela Fundação Grupo Boticário. Bonita também está sendo monitorada diariamente por armadilhas fotográficas espalhadas na copa das árvores, uma metodologia não-invasiva utilizada de forma pioneira pelo Projeto Muriquis do Caparaó, e que permite monitorar o padrão de atividade e comportamento da muriqui enquanto nossa equipe não está em campo. 

 

ABRACE ESSA CAUSA!

Muito obrigado por acompanhar nosso trabalho e esse lindo projeto de esperança que vai dar a Bonita uma nova chance de viver com outros muriquis! Seja também a voz dos muriquis e conte sobre nosso projeto para os seus amigos, familiares, colegas de trabalho e estudos e nas suas redes sociais.... divulge, compartilhe, e abrace os muriquis!

Compartilhe suas fotos e nossa campanha com a #EuAbraçoAMuriquiBonita #EuAbraçoOsMuriquis #SaveTheMuriqui

O Projeto Muriquis do Caparaó, a muriqui Bonita e todos os outros muriquis agradecem imensamente e mandam abraços!

 

 

 

 

Para doação espontânea e de qualquer valor:

Rede Eco-Diversa para Conservação da Biodiversidade

CNPJ: 27.739.529/0001-88

Banco do Brasil

Agência 2483-X

Conta Corrente 24982-3

 

Crédito das imagens: Projeto Muriquis do Caparaó

Referência

*Grande parte dos estudos sobre o comportamento e ecologia dos muriquis foram desenvolvidos pela antropóloga Dra. Karen Strier, coordenadora do Projeto Muriquis de Caratinga. Para melhor conhecimento sobre o comportamento dos muriquis veja os trabalhos realizados pela Dra. Strier, ao longo dos mais de 35 anos dedicados ao estudo dos muriquis-do-norte, em https://strierlab.anthropology.wisc.edu/publications/

 

------English------

 

Today we are going to tell you a story of hope that has started in a forest in the surroundings of  the Caparaó National Park, Brazil. This is the story of the muriqui "Bonita".

A few years ago, following her instincts and the natural behaviour of this species, a young muriqui left her native group to find a new group of muriquis where she could live and reproduce. 

Everything could have been perfect for Bonita but, because of the loss and fragmentation of the forests, she left her group and never found another one to join in. Bonita, was isolated in a forest fragment, smaller than a soccer field, surrounded by pastures and coffee plantations. Imagine just having to spend the rest of her days alone, with few resources to explore, facing all the risks of a forest and still have no one to tell how her day was? Imagine, not having company to eat, sleep, hug, to warm up on a rainy day and not even respond to her calls.

This has been the life of the muriqui Bonita ... A life in a lonely world.

But in May 2018, Bonita was found by the Caparaó National Park team who promptly contacted the coordinators of the Caparaó Muriquis Project who also contacted the expert group on muriquis monkeys! Now, everyone wants to help Bonita and write a happy ending to her story. And you can also collaborate!!!

Bonita means “beautiful” in Portuguese, and the name was chosen by the land owners where she was found and is fulfilled by a hope of given her a life corresponding to her name. Let's give Bonita the chance to live again with other muriquis! For this to happen, she needs our collaboration. The translocation of Bonita to a new area with muriquis is vital to improve her welfare and to the conservation of the species, which is critically endangered of extinction. We really want that Bonita and all the other muriquis have a long and happy life, and with many corresponding hugs. And you? You can help to make this happen!

 

PARTICIPATE! LET'S HELP BONITA HAVING A SECOND CHANCE!

WITH YOUR CONTRIBUTION, THE BONITA CAN HAVE THE CHANCE OF A NEW HUG OF MURIQUIS!!

 

 

The Atlantic Forest is one of the most threatened biomes in the world and one of the areas with the greatest biodiversity richness, being an exclusive place for the existence of some species. One is the Northern Muriqui (Brachyteles hypoxanthus), the largest non-human primate of Americas, which is classified as critically endangered.

Currently, there are less than 900 individuals surviving in a dozen of remaining fragments. Most of them are small and isolated, and only five areas are considered priorities for species’ conservation in long-term. Among these, the National Park of Caparaó stands out.

Located on the border of the states of Espírito Santo and Minas Gerais, the Caparaó National Park, managed by ICMBio - Chico Mendes Institute for Biodiversity Conservation, covers a territory of approximately 31.8 thousand hectares, being a Conservation Unit of great importance for the conservation of Atlantic Forest. The park harbour several species of flora and fauna, many of them endemic and/or endangered of extinction, such as the northern muriqui.

Muriquis live in groups composed of several males and several females that can reach several dozen individuals in a single social group. Among them there is no clear dominance, no aggressive disputes over food, for mating partners or even sleeping site. Muriquis are very social primates and hugs are a typical behaviour of the species. All this peaceful and egalitarian way of life gives the muriquis the title of "hippie monkeys" or "peaceful people of the forest".

In muriquis society, males remain in the same group as they are born and only females migrate to other groups. When reaching puberty, on average at six years of age, the females scatter from their natal group and go through the forest in search of other muriquis groups to settle down and reproduce. This behaviour is essential to avoid consanguinity among individuals in the same group.

However, due the habitat fragmentation some females do not find another group of muriquis in the same forest or are lost during this dispersal process. In some cases they move to other fragments and become isolated, as may have happened to Bonita a few years ago.

The translocation of Bonita to other forest with other muriquis is of great importance not only to improve the welfare and to give a happier life to her, but also represents a unique opportunity for the conservation of the species, which suffer with the effects of fragmentation, hunting and also suffer with the loss of genetic diversity. Thus, even the reintroduction of a single individual back into the muriquis population can bring important benefits to the species conservation, contributing to increase the genetic diversity and probability of survival of the remaining populations, which are generally small and isolated.

 

 

The Caparaó Muriquis Project is an initiative of four conservationist researchers, supported by the Caparaó National Park - ICMBio, that since 2014 has been developing scientific research, promoting education and awareness practices and actions with aim the conservation of the northern muriqui in the region of Caparaó Park.

The project is managed by the NGO Eco-Diversa, and the actions under development meet the objectives and goals defined in the National Action Plan for the Conservation of Atlantic Forest primates and collared sloth, and are directly linked to research, education and awareness actions, as well as promoting a harmonious relationship between local communities and primates.

Since July of this year, the muriqui Bonita has been monitored by our team of field researchers, with the support of the Muriquis Conservation Program of Minas Gerais funded by the Boticário Foundation. Bonita is also being monitored daily by cameras traps installed in the forest canopy, a non-invasive methodology, which allows us to monitor Bonita's activity and behavior pattern while our team is not in the field.

 

EMBRACE THIS CAUSE!

Thank you very much for following our work and this beautiful project of hope that will give Bonita a new chance to live with other muriquis! Be the voice of muriquis and share our message with your friends, family, and co-workers and on your social media channels.... collaborate, share, and hug the muriquis!

The Caparaó Muriquis Project team, Muriqui Bonita and all the other muriquis thank you so much and send hugs!

 

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Instagram: @savethemuriqui

Twitter: @savethemuriqui

Photo credit: Caparaó Muriquis Project

Reference

* Most of the studies on the behavior and ecology of muriquis were developed by the anthropologist Dr. Karen Strier, coordinator of the Muriqui Project at Caratinga. For a better understanding of the behavior of muriquis, see Dr. Strier's work over the course of more than 35 years dedicated to the study of muriquis, at https://strierlab.anthropology.wisc.edu/publications/

 

For International Donation:

Account Name: Rede Eco-Diversa para Conservação da Biodiversidade

Account Number: 2483-X 24.982-3

Bank Name: Brazil Bank

IBAN: BR7300000000024830000249823C1

Swift Code: BRASBRRJSBO


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